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Brasil

MCT vai pedir que Senado libere pesquisa com embriões

20 Jul 2004 - 17h17
O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) vai defender junto aos senadores a liberação das pesquisas com células-tronco de embriões humanos, anunciou o ministro Eduardo Campos, em seu pronunciamento na 56.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele argumentou que estas pesquisas são fundamentais para o desenvolvimento científico do País.

"Há resistências localizadas contra a liberação dessas pesquisas, essenciais para o desenvolvimento da ciência brasileira", disse Campos. "O MCT vai atuar firmemente em favor da liberação, no que, tenho certeza, terá o apoio da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências."

O ministro também anunciou que, até 2007, o setor de ciência e a tecnologia terá investimentos de R$ 37,6 bilhões, o que representa 54% a mais do que os R$ 24,4 bilhões empregados de 2000 a 2003. Os recursos, disse ele, integram o Plano Estratégico do ministério.

Posição

Foi a primeira vez que o MCT se posicionou oficialmente sobre a polêmica das pesquisas com embriões. A SBPC e instituições de peso, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) já se mobilizaram para mostrar aos senadores a importância de eliminar restrições às pesquisas com células-tronco, voltadas à busca de tratamento para doenças como Alzheimer, Parkinson e diabetes, entre outras.

O Senado está analisando a Lei de Biossegurança, que trata deste assunto – entre outros – e há a possibilidade de adicionar uma emenda liberando as pesquisas com embriões humanos. O texto da lei, aprovado em fevereiro na Câmara dos Deputados, proíbe estas pesquisas.

Resistência

A utilização de células-tronco de embriões humanos enfrenta forte resistência de grupos religiosos como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e os evangélicos, que têm uma bancada considerável no Congresso. O texto da Lei de Biossegurança foi definido na Câmara em meio a desinformação e temores de que os cientistas quisessem clonar seres humanos. A CNBB divulgou nota recentemente argumentando que embriões humanos são seres vivos, e que não podem ser manipulados por cientistas.

Os pesquisadores pedem que a lei autorize o uso de embriões congelados nas clínicas de fertilização assistida – que são jogados no lixo depois de algum tempo. Também pedem o direito de produzir embriões clonados dos próprios pacientes, para que as células-tronco extraídas provoquem menor rejeição.

Os cientistas usam embriões até o estágio de blastocisto, quando são um algomerado de algumas dezenas de células in vitro.

 

Estadão

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