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8 de Setembro de 2004 13h34

Má qualidade do ar pode trazer danos ao coração

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP revela: além dos pulmões, o coração também sofre com altas emissões de poluentes na atmosfera. O estudo, feito com funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em São Paulo, mostrou que quando os níveis de poluição do ar aumentam, os trabalhadores apresentam alterações significativas na pressão arterial e na freqüência cardíaca. A pesquisa, publicada pela Agência USP de Notícias, é do professor Ubiratan de Paula Santos.

A baixa umidade do ar, que atinge Estados do Sudeste e do Centro-Oeste do País neste final de inverno, agrava os problemas de saúde devido à poluição.

"As mudanças no organismo provocadas pela poluição deixam o indivíduo bastante suscetível a paradas cardíacas e aumentam suas chances de ser acometido por infarto", explica o professor Santos.

Segundo ele, a inalação de gases poluentes e material particulado faz com que ocorra inflamação nos pulmões, processo que libera substâncias prejudiciais à saúde na corrente sangüínea. "São essas substâncias as responsáveis por induzir as alterações tanto da pressão arterial como da freqüência cardíaca. Todo o processo que prejudica o sistema cardiovascular do homem inicia-se nos pulmões."

O pesquisador diz que a poluição atua também nas áreas do sistema nervoso que regulam os batimentos do coração e sua capacidade de adaptar-se às necessidades do corpo humano. Quando fazemos uma atividade física, por exemplo, o coração pulsa de forma mais acelerada; quando dormimos, fica mais lento.

"A atuação dos poluentes no organismo reduz essa capacidade do coração, o que deixa o indivíduo mais suscetível à arritmia e parada cardíaca", completa Santos.

Médico-assistente do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas, Santos realizou suas pesquisas nos meses de agosto de 2000 e 2001 (meses de inverno, época em que a poluição é maior) e fevereiro de 2001 (no verão, quando a umidade ajuda a dissipar os poluentes).

"A exigência era que os 'marronzinhos' a serem estudados não fossem fumantes e estivessem trabalhando há mais de um ano nas Marginais Pinheiros ou Tietê ou na avenida Bandeirantes (Zona Sul)." Além dos exames de sangue, medições da pressão arterial e do eletrocardiograma foram realizadas durante um período de 24 horas.

Capacidade pulmonar
A capacidade respiratória dos 'marronzinhos' também foi estudada e constatou-se que 30% deles apresentavam inflamação nos brônquios, o que significa uma redução bastante significativa da capacidade pulmonar. Santos alerta que, apesar de os "marronzinhos" estarem em contato maior com a poluição, esse é um problema que atinge a todos, principalmente aqueles que residem próximo a vias de grande tráfego de veículos.

O estudo foi motivado por um outro, feito entre 1998 e 1999, em que Ubiratan observou que, quando a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) registrava maiores níveis de poluição do ar, cresceu o número de pessoas com arritmia cardíaca atendidas no pronto-socorro do InCor.

Clima seco
Neste domingo, Estados do Sudeste e Centro-Oeste tiveram índice de umidade relativa do ar abaixo de 17%, valor considerado de risco para a saúde, diz o jornal Folha de S.Paulo.

O ar seco pode causar irritação nos olhos, sangramento de nariz e problemas respiratórios. Por isso, nesses Estados, colocados em alerta pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, especialistas desaconselham atividades físicas.

Para não passar mal, beber muita água é a principal recomendação, mas algumas pessoas podem necessitar de umidificadores para as narinas e os olhos. Já pessoas com problemas respiratórios, como asma e rinite, podem precisar de uma consulta médica para a indicação de medicamentos adequados.

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