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Brasil

Lula opera para manter presidentes de BC e BB

3 Ago 2004 - 08h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos presidentes do Banco do Brasil, Cássio Casseb, e do Banco Central, Henrique Meirelles, que fiquem em seus postos, apesar de novas acusações de operações patrimoniais irregulares publicadas no final de semana. Em conversas na sexta, sábado e domingo com ministros e auxiliares, Lula avaliou que permitir a saída de Meirelles ou de Casseb poderia gerar um problema político na hora em que a economia apresenta resultados positivos. Isso foi transmitido aos dois.

Mais: o presidente concluiu que seria fazer o jogo da oposição num ano eleitoral. PSDB e PFL, que disputam com o PT importantes capitais do país, têm cobrado o afastamento dos dois. Casseb, chamado no Palácio de Planalto de "cabeça quente", deu mais trabalho do que Meirelles. O próprio Lula teve de lhe enviar um recado: não quer vê-lo repetir o gesto de Luiz Augusto Candiota, que pediu demissão da Diretoria de Política Monetária do BC após ser reportagens a respeito de sonegação fiscal e evasão de divisas.

Detalhe: além do caso da compra de 70 ingressos de um show, cuja arrecadação foi dada ao PT, Casseb também é acusado de sonegação fiscal e evasão de divisas em operações patrimoniais similares às de Candiota. Lula julga Casseb um bom executivo. Em conversas reservadas, elogia o presidente do Banco do Brasil, dizendo que ele já o ajudou a resolver de gerenciamento em ministérios e que permitir sua saída do governo poderia comprometer ações. O BB, por exemplo, é encarregado de distribuir os recursos de agricultura familiar.

Para a safra 2004/ 2005, esses recursos somam até R$ 7 bilhões. O Jornal Folha de São Paulo apurou que Lula acha que Candiota deixou Meirelles e Casseb em situação frágil porque saiu por razões que o governo não considera suficientes para a saída. Casseb já deu explicações à cúpula do governo de que, quando diretor do Citibank, fez operações nas quais usou doleiros. Apesar de julgar isso um incômodo, Lula e principais ministros avaliam que foi um comportamento padrão para pessoas com o patrimônio e a experiência profissional de Meirelles e Casseb. Na cúpula do governo, não é visto como anormal alguém com muito dinheiro ter usado os serviços de doleiros.

O Planalto vê ainda o dedo da oposição por trás das reportagens sobre o patrimônio de Meirelles, Casseb e Candiota. Especificamente, fala-se no Planalto que o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banestado, o senador tucano Antero Paes de Barros (MT), estaria vazando informações numa guerra com o PT em ano eleitoral. Antero nega.


Agência Folha

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