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30 de Julho de 2004 10h13

Estudo aponta que renda influi mais que escola no vestibular

Estudo feito a partir do resultado do vestibular 2003 da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) indica que a renda e a condição social tendem a ser mais significantes nas aprovações do que as escolas, ao menos no processo seletivo dessa instituição.

A importância da condição social no ensino foi apontada recentemente também no Enem (Exame Nacional de Cursos). Os formandos do ensino médio que disseram possuir TV, computador, acesso à internet, carro e telefone tiveram, em média, 22 pontos a mais (63 a 41) na prova objetiva do que aqueles com pouco ou sem nenhum acesso a esses artigos. A escala vai de zero a 100.

O levantamento da UFMG procurou separar a contribuição das escolas (com mais de 100 inscritos no vestibular) da do ambiente social que envolve o estudante. O resultado mostrou que a maioria das instituições não contribuíram significamente para a aprovação dos estudantes (51% ficaram entre abaixo ou muito abaixo do esperado, 34% ficaram apenas dentro do esperado e 15% acima ou muito acima do esperado). Por outro lado, foi explícita a vantagem dos vestibulandos com melhores condições socieconômicas.



Para chegar a essa conclusão, foi criado um indicador chamado de FSE (Fator Socioeconômico), que considera aspectos da trajetória escolar dos vestibulandos, renda familiar e perfil dos pais. A escala varia de 0 a 10 --quanto maior o número, melhor a condição socioeconômica do aluno.

Os alunos com FSE igual a 0 têm, em média, renda familiar de quatro salários mínimos (R$ 1.040); já os com FSE igual a 10, 40 salários mínimos (R$ 10.040).

Com isso, foi feita a porcentagem de aprovação em cada nível do FSE. É aí que aparece a contribuição socioeconômica no desempenho dos estudantes. Enquanto os alunos com FSE igual a 0 tiveram 3% nas aprovações, os com FSE igual a 10 tiveram 20%.

A seguir, verificou-se o valor médio do FSE para os inscritos de cada escola considerada no estudo e qual foi o seu percentual de aprovação. Em seguida, comparou-se esse percentual com aquele esperado para um grupo de estudantes com a mesma média de FSE, avaliando-se desta maneira se a escola contribuiu positivamente ou negativamente no rendimento dos estudantes.

Por exemplo: para os alunos com FSE de 8,7 espera-se um índice de aprovação de 14,4%. Se os estudantes de uma escola tem FSE médio nessa casa (8,7) e ela teve 7,7% de aprovação, significa que ela ficou abaixo do esperado e contribuiu negativamente. Por outro lado, se teve índice de aprovação acima dos 22%, ficou acima do esperado e contribuiu positivamente. Apenas 15% das instituições ficaram nesta classificação.

Escolha dos pais

"Não fizemos um ranking das melhores escolas, mas, sim, identificamos quais escolas contribuíram mais ou menos para a aprovação no vestibular", afirma Mauro Braga, coordenador do Centro de Estudos Sobre Educação Superior e Políticas Públicas para Educação(Cespe), responsável pelo estudo.

De acordo com Braga, uma escola que contribuiu mais ao estudante não é, necessariamente, a que oferece o melhor ensino. "O estudo é um elemento que poderá ser considerado na hora dos pais escolherem a escola de seus filhos. Mas, tomar a decisão com base apenas, ou principalmente, nesse indicador é um equívoco", diz o coordenador.

"Os pais quando colocam seus filhos em uma determinada escola devem estar preocupados com diferentes aspectos de sua formação, como valores éticos, morais, habilidades a serem adquiridas e convivência social, entre outras coisas, aspectos que não podem ser inferidos com base neste estudo", completou.
 
Folha Online
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