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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

'Encontro de Jornalistas' em Três Lagoas terá Caco Barcellos

4 Abr 2007 - 04h26

Está confirmada para o dia 21 de abril, a presença do repórter da Rede Globo de Televisão, Caco Barcellos no 3º Encontro de Jornalistas do MS, que será realizado pelo terceiro ano consecutivo em Três Lagoas. O encontro é promovido pelo site Perfil News em parceria com o CID (Clube de Imprensa de Dourados).  Além disso, o evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Três Lagoas, Cesp, International Paper, jornal Diário MS, AEMS e jornal Hoje MS.

Para este ano, informou Ricardo Ojeda, organizador do Encontro e diretor do site, os debates trarão um tema de muita importância para o desenvolvimento da sociedade e por isto foi buscado um jornalista de renome nacional. “O tema deste ano será: Política, Meio Ambiente e Industrialização”, revelou Ojeda, lembrando que somente com uma discussão séria sobre o assunto será possível encontrar o equilíbrio entre esses três pontos. “A participação da imprensa nesta discussão é fundamental”, aponta Ricardo Ojeda, lembrando que a presença de Caco Barcellos dará uma grande contribuição para este debate, já que ele desenvolve um trabalho investigativo de destaque no cenário jornalista nacional.

“Nós da imprensa temos que nos posicionar de forma coerente e responsável sobre este assunto. Não podemos deixar a sociedade sem informações e sem participar do seu processo de desenvolvimento e da preservação do meio ambiente”, explicou Ojeda, justificando a definição do tema que será discutido no Encontro deste ano. Quanto a presença do jornalista Caco Barcellos, o organizador Ricardo Ojeda acredita ser fundamental que o jornalismo de Mato Grosso do Sul veja na investigação dos fatos um compromisso constante. “Caco Barcellos é um exemplo de profissional que atua de forma séria nesta área investigativa. Será um intercâmbio extremamente positivo”, disse Ojeda.

HISTÓRIA


O Encontro de Jornalistas do MS que acontecerá neste ano, nasceu a partir de uma proposta de engrandecimento da imprensa estadual. “A imprensa precisa avançar sempre e nada melhor do que o intercâmbio para garantir este avanço”, explicou Ricardo Ojeda, que encabeçou a proposta em 2005, quando o jornalista Hermano Henning esteve em Três Lagoas para falar sobre a “Ética na Imprensa”.

No ano seguinte, outro profissional de destaque em nível nacional esteve em Três Lagoas. A apresentadora Salete Lemos participou do Encontro de Jornalistas e tratou da “Importância da Imprensa na Política”, justamente quando o Brasil vivia momento de extrema incerteza em virtude dos escândalos em Brasília. Também a ex-Senadora Heloísa Helena (PSOL) esteve na cidade para falar sobre o mesmo assunto.

CACO BARCELLOS

Um jornalista brasileiro, repórter de televisão, que se especializou em investigações policiais e reportagens sobre crimes. Nasceu na periferia de Porto Alegre, onde desde menino testemunhou a brutalidade policial que ainda domina alguns setores da corporação. Foi taxista e mais uma porção de coisas antes de se tornar repórter. Atualmente, trabalha para a Rede Globo e foi correspondente da emissora em Paris. É o autor da obra ganhadora do Prêmio Jabuti "Rota 66", livro que lhe custou oito anos de pesquisa, muitas noites de insônia e várias ameaças. Fala sobre a polícia que mata em São Paulo. Depois do lançamento do livro, Caco passou um período fora do Brasil, pois sua vida corria risco - o livro irritou profundamente algumas esferas da Polícia Militar. Seu terceiro livro, "Abusado, o dono do morro Dona Marta", é um relato do tráfico nos morros cariocas, de como "nascem" os traficantes e do relacionamento entre eles e a comunidade. O livro recebeu muitas críticas porque alguns acharam que o repórter deu, ao final da leitura, uma visão positiva do traficante personagem da narrativa, que seria, na verdade, Marcinho VP. Caco também é o autor do livro "Nicarágua: a revolução dos meninos" (sua primeira obra editorial), pouco conhecido, sobre o movimento sandinista que tirou o país das garras da ditadura de Somoza. Ele cobriu a guerra como free-lancer e foi refém dos sandinistas (na verdade, de um grupo de garotos). Temia por sua vida, porque se a revolução fracassasse, ele poderia ser morto junto com os insurgentes. Mas tudo deu certo e o resultado foi um belíssimo livro, tocante e motivador. Com a narrativa peculiar de Caco, prende o leitor até o final - o que também acontece com os espectadores do brilhante profissional. Caco foi ainda o vencedor do Prêmio Vladimir Herzog por uma reportagem feita para a televisão sobre os 20 anos do atentado militar, durante a ditadura, deflagrado no Rio-Centro durante as comemorações do Dia do Trabalho.

Hoje Caco Barcellos é apresentador do Profissão Repórter, quadro apresentado pelo Fantástico. Ele conduz cada programa direto das ruas, onde a notícia acontece. É dele a idéia de mostrar diferentes ângulos da notícia – com a ajuda de jovens repórteres – e de envolver cada profissional da equipe em todas as etapas da produção: da reportagem à edição.

 
 
 
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