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Em novo discurso, Renan Calheiros nega ser dono de rádios

14 Ago 2007 - 17h21

Voltando a discursar no Plenário do Senado nesta terça-feira (dia 14), o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) se defendeu das acusações a que responde no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Sobre a suspeita de ser sócio oculto de rádios em Alagoas, Renan disse nunca ter possuído rádios, "formal ou informalmente". O usineiro João Lyra reafirmou nesta segunda-feira (dia 13), em entrevista ao “Jornal Nacional”, que manteve uma sociedade secreta com o presidente do Senado para comprar uma rádio e um jornal em nome de “laranjas” (terceiros).

Lyra já tinha falado à revista “Veja” sobre os supostos negócios que fez com Renan. Sem citar Lyra, Renan disse que as novas acusações se devem a uma campanha produzida por seus “poucos adversários na política”.

 “Isso é promovido pela revista ‘Veja’ e pelos meus poucos adversários na política alagoana. Tenho os nomes. Acusado de vários homicídios, crimes de mando e responde a vários processos por sonegação fiscal. Interesses mesquinhos, paróquias, levados para o lado pessoal que giram a manivela respulsiva da acusação fácil. Uma disputa irracional que essa gente quer trazer para o Senado falsos ares de escândalo nacional”, disse.

Renan Calheiros também reafirmou que não deixará o cargo. “Confio na isenção dos senadores e senadoras. Não reviverei o processo de Sócrates, condenado a beber cicuta por um tribunal político. Esta é uma campanha posta em prática por meus adversários regionais, cúmplices de uma revista que desonra o jornalismo brasileiro”.

Relação com Senado

O senador voltou a dizer ser vítima de “fuxicos irresponsáveis que contaminam relações pessoais e políticas”.

“Sou um homem comum, tenho erros, defeitos, virtudes, mas toda a vez que estou diante deles, assumo minhas responsabilidades. Agora que a fragilidade das acusações começam a ficar evidentes, buscam indispor-me com outros senadores. Não vão conseguir”, disse.

Renan Calheiros culpou setores da imprensa pelo que chamou de “notas jornalísticas maldosas”. “Essas acusações, órfãs de seriedade, originaram representações. São subsistentes, inconsistentes e inverídicas. Serão tratadas na hora certa com toda serenidade. É no conselho de ética que tenho me defendido de todas as infâmias”.

Processos

Renan responde a dois processos no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar. No primeiro, instaurado em junho, o presidente do Senado é investigado por ter recebido ajuda de um lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

As investigações avançaram com suspeitas sobre os documentos (recibos de compra e venda de gado) entregues por Renan para comprovar que tinha renda suficiente para fazer os pagamentos. A Polícia Federal está fazendo uma perícia nos documentos. A previsão é que a análise seja concluída nesta quinta-feira (dia 16).

Segundo a Polícia Federal, faltam comprovantes de abate de gado vendido pelo senador entre 2002 e 2006. Na semana passada, a consultoria legislativa do Senado informou ao Conselho de Ética que Renan Calheiros não é obrigado a enviar mais documentos para a perícia que está sendo feita pela Polícia Federal sobre seus rendimentos agropecuários.

O outro processo, aberto no último dia 7, se refere a suspeitas de favorecimento por parte de Renan à cervejaria Schincariol. O caso já foi encaminhado ao Conselho de Ética, que deve definir ainda nesta terça o relator.

Rádios

Existe a possibilidade de que Renan Calheiros passe a responder a outro processo no Senado, desta vez por suspeitas de participação dele em veículos de comunicação de Alagoas que teriam sido adquiridos por meio de “laranjas”.

Membros do Congresso podem ser donos de veículos de comunicação, mas têm obrigação de informar a participação em qualquer tipo de sociedade aos órgãos competentes e não podem desempenhar funções que influenciem o conteúdo divulgado pelo veículo.

A JR Radiodifusão, uma empresa que, segundo reportagem da revista "Veja", seria de Renan, conseguiu, no último dia 2 de julho, a autorização do Congresso para operar uma rádio em Murici (AL). O filho do presidente do Senado, Renan Calheiros Filho, é prefeito do município.

O pedido de concessão foi aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, sem precisar passar pela votação em plenário. O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse que pedirá a documentação das empresas e das respectivas concessões autorizadas para analisar o que precisa ser investigado.

"Para mim, os indícios são graves. Precisamos analisar e ver se há indicativo de fraudes [no suposto uso de "laranjas" por Renan]. E, depois, podemos questionar as pessoas da diretoria da empresa. Isso precisa ser apurado", afirmou. Renan afirmou que não tem relação com a aprovação pelo Senado da concessão.

Segundo Renan, as concessões são aprovadas por comissões técnicas do Congresso, sem ligação com sua atuação de presidente do Senado. "Não é o Congresso que aprova. São as comissões técnicas. Às vezes, as pessoas divulgam as coisas e não prestam atenção no que fazem", disse. "Eu apenas despacho", ressaltou.

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