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30 de Agosto de 2004 07h27

Com ouro do vôlei, Brasil tem a melhor Olimpíada da história

O Brasil fez a melhor campanha de todos os tempos em sua história olímpica, desde o início na Antuérpia/1920, nos Jogos em que o atletismo foi salvo no último dia pela excepcional performance do maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima e o povo brasileiro percebeu que um de seus principais ídolos, o tenista Gustavo Kuerten, não consegue mais jogar, de tanta dor.

O Brasil somou quatro medalhas de ouro, três de prata e três de bronze para ficar em 18º lugar na classificação geral dos Jogos de Atenas - a primeira colocação foi dos Estados Unidos. Em Sydney/2000, os brasileiros conquistaram 12 medalhas no total, mas ficou a frustração pela falta do ouro, e a 52ª posição. Mas a melhor performance até então tinha sido antes disso, em Atlanta/96, com 3 de ouro, 3 de prata e 9 de bronze.

Com 247 atletas, em 27 modalidades - um crescimento de 20% em relação à Sydney -, o Brasil entrou em 30 disputas de medalhas e teve chances de ouro em 23. Embora os números sejam atraentes, o País ainda está distante das potências olímpicas e, entre os seus ouros, tem apenas um ganho em um esporte que é massificado e popular, o do vôlei masculino. Robert Scheidt, a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira, ambos do iatismo, e até mesmo Emanuel e Ricardo, do vôlei de praia, são profissionais no que fazem, frequentadores da elite do circuito mundial.

Pódios como os da vela, de Robert Scheidt e Torben Grael, ou a prata do hipismo, ganha por Rodrigo Pessoa, considerados verdadeiras voltas por cima, após a prata, o bronze e o refugo do cavalo Baloubet du Rouet em Sydney, respectivamente, não podem ser considerados resultados do desenvolvimento do esporte brasileiro.

Na avaliação do Comitê Olímpico Brasileiro, o número de chances de medalhas do Brasil, 30, mostra, sim, que houve uma evolução quantitativa do esporte.

Presença feminina - As mulheres, que bateram recorde de participação, com a presença de 122 atletas, decepcionaram no basquete e no vôlei, modalidades que terminaram os Jogos Olímpicos em quarto lugar, mas que haviam ido ao pódio nas duas edições olímpicas anteriores, em Sydney e em Atlanta. Também a ginasta Daiane dos Santos, favorita à medalha no solo, errou ao pisar fora das linhas que cercam o tablado e ficou com o quinto lugar. Mas as meninas do futebol, além de Adriana Behar e Shelda no vôlei de praia, salvaram a honra das mulheres em Atenas, ganhando a prata nos dois casos.

Comandadas pelo técnico Renê Simões, as meninas da seleção de futebol fizeram papel digno. A falta de condição de trabalho e a irrisória verba de R$ 35,00 por dia paga pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não abateram as jogadoras, que superaram fortes equipes, como a Suécia, e chegaram à final com méritos.

Mas a prata do futebol também não é sinônimo de desenvolvimento interno do esporte no Brasil, pelo contrário. A medalha foi um prêmio pelo bom trabalho do elenco e de Renê Simões. E só não se transformou em ouro por um pouco de falta de sorte e por erros de arbitragem na decisão contra os Estados Unidos.

Ídolo com problemas - Gustavo Kuerten passou o ano se preparando para disputar os Jogos de Atenas, seu principal objetivo da temporada. Mas sua participação durou uma mísera rodada. O tenista decepcionou e perdeu, logo na estréia, para o chileno Nicolas Massu. Assim que acabou a partida, desabafou. E, por meio da imprensa, alertou os fãs de que suas condições físicas estão cada vez mais limitadas. "Não consigo mais jogar como antes, meus golpes não são mais tão potentes", declarou, visivelmente abalado. "Depois de uma ou duas horas de partida, começo a sentir dores e os adversários sabem disso."

Mesmo com problemas, Guga, de 27 anos, consegue se superar em alguns momentos e, por isso, garante ainda não pensar em aposentadoria. Mesmo na derrota para Massu, ele mostrou que pode fazer boas campanhas, embora pensar em voltar ao seleto grupo dos 10 melhores do mundo seja quase utopia.

A natação, que foi à cinco finais, ficou sem medalha. O atletismo, que esteve em três disputas de medalhas, foi salvo de fazer uma de suas piores campanhas justamente na última prova dos Jogos Olímpicos. Com o bronze de Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona, o Brasil saiu com saldo positivo de Atenas.

 

 

Estadão

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