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Fátima do Sul, 22 de Outubro de 2017
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20 de Julho de 2004 07h17

CBF estipula prêmio de R$ 79 mil por jogador pelo título

A reconquista da hegemonia do futebol nas Américas valerá premiação de R$ 79 mil para cada um dos 22 jogadores que defendem a seleção brasileira no Peru.

O valor, determinado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, valerá para comissão técnica e todos os atletas convocados para a Copa América, independentemente da quantidade de jogos disputados no torneio sul-americano.

"Fazer distinção seria loucura. Todos têm participação igual", afirmou o cartola à Folha de S. Paulo, por telefone.

Na avaliação da cúpula da CBF e da comissão técnica, a distribuição de dinheiro relacionada ao número de partidas em uma competição tão curta racharia o grupo. No Brasil, a maioria dos clubes adota o bicho por participação na campanha e objetivo conquistado --nesse caso, quem joga mais ganha mais.

Até aqui, os jogadores já garantiram R$ 26,5 mil cada um (o valor é bruto, e o imposto de renda é retido na fonte). O prêmio corresponde à passagem pela primeira fase (R$ 13.500), à vitória sobre o México (R$ 9.000) e às 27 diárias de US$ 50 que a CBF paga aos membros da delegação.

Com uma vitória quarta-feira, às 21h45, contra o Uruguai, pelas semifinais, os comandados de Carlos Alberto Parreira alcançam a final da Copa América e faturam mais R$ 10,5 mil.

A conquista do sétimo título do país na história do sul-americano engordaria os cofres dos atletas em mais R$ 42 mil.

Os R$ 79 mil obtidos com o eventual ouro na Copa América equivalem a 18,5% do bicho pelo pentacampeonato mundial na Ásia --os comandados de Luiz Felipe Scolari na Copa-02 levaram um total de R$ 426 mil.

"É um bom prêmio, levando-se em conta que a Copa América dá menos dinheiro para as federações participarem", afirmou o presidente da CBF.

O lugar mais alto do pódio valerá à entidade brasileira um cheque de US$ 1 milhão da Conmebol. O prêmio dado pela Fifa foi de cerca de US$ 6 milhões.

A determinação do prêmio aconteceu de forma unilateral. Nenhum atleta foi chamado para discutir o bicho --o supervisor Américo Faria, mais graduado funcionário da CBF no Peru, foi incumbido de anunciar a gratificação ao grupo.

A prática tem sido uma marca da era Teixeira, que teve início em 1989. A última vez que jogadores foram chamados para falar sobre dinheiro aconteceu na Copa-90, na Itália, o Mundial de estréia do presidente da CBF.

Naquela oportunidade, os jogadores realizaram um motim. Liderados por Alemão e Careca, taparam o logotipo da Pepsi, então patrocinadora da seleção, quando da foto oficial. Depois da revolta, a CBF se viu obrigada a aumentar o prêmio antes do embarque, ainda em Teresópolis, e mais tarde, já em solo italiano.

"Foi um dos maiores erros de minha gestão. Agora dou o número e pronto", diz Teixeira.
 
Folha Online
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