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27 de Setembro de 2004 10h41

Bush e Kerry farão primeiro debate na quinta

O primeiro debate televisivo entre o presidente dos EUA George W. Bush e o aspirante democrata John Kerry comprovará, na quinta-feira, a credibilidade de ambos os candidatos, embora poucos acreditem que ajudará os indecisos. Os candidatos passaram o fim de semana com seus assessores para estudar suas estratégias de debate e, principalmente, as fragilidades do oponente.

Em uma das mais disputadas eleições da história recente dos EUA, ambas as equipes de campanha fazem o possível para que, nessa "vitrine" que costumam ser os debates, seus candidatos tenham bom desempenho ou pelo menos não se equivoquem. Desde o primeiro debate na televisão em 1960 -houve uma interrupção até 1976 - os candidatos aproveitam essa oportunidade para dirigir-se aos eleitores sem o filtro de suas campanhas.

Enquanto as pesquisas apontam um empate estatístico entre Bush e Kerry, ambos reconhecem que os pequenos detalhes, no final, poderiam fazer a diferença. Kerry, atacado pelos republicanos como um líder indeciso e frouxo com o terrorismo, terá a oportunidade para convencer o eleitorado que ele é a melhor opção como presidente. O desafio de Kerry será obrigar a Bush detalhar seus projetos, enquanto o governante norte-americano mostrará sua mensagem única, segundo os observadores.

Segundo a última pesquisa da revista Time divulgada na sexta-feira, mais de um terço dos eleitores pretende ver os três debates e 55% opinam, da mesma forma que Kerry, que a situação no Iraque está piorando. A previsão é que a audiência televisiva do primeiro debate, nesta quinta-feira na Universidade de Miami, seja de milhões de pessoas, por isso cada gesto e resposta será alvo de análise.

O primeiro debate abordará unicamente assuntos de política externa e de segurança nacional -incluindo o pós-guerra no Iraque-, temas que a equipe de campanha de Bush considera como seu ponto mais forte. De seu rancho em Crawford (Texas), Bush teve a ajuda do senador republicano Judd Gregg, que fez como se fosse Kerry em diversos "testes", segundo assinalou a Casa Branca.

Em 2000, Gregg já fez o papel do vice-presidente Al Gore. Bush estudou vários vídeos das linhas de ataque mais comuns de Kerry, e em diversas simulações de debate seus assessores vigiam a rapidez e eficácia de suas respostas.

Kerry, por sua vez, escolheu o centro turístico "House on the Rock Resort", em Wisconsin, apoiado por membros de sua equipe, para preparar-se. "(Kerry) é uma das figuras públicas que melhor sabe se expressar... e nos debates será muito dinâmico, porque se trata de um assunto decisivo", disse ontem o ex-governador democrata de Massachusetts William Weld em um programa da rede Fox.

No mesmo programa, o democrata Garry Mauro, ex-candidato a governador do Texas em 1999, vaticinou que Bush "usará as mesmas frases, as mesmas linhas de ataque", por isso "não haverá surpresas". Ambas as equipes de campanha ensaiaram até o último detalhe a seqüência e movimentos dos três debates presidenciais, desde a temperatura dos salões até a distância do atril, o uso de maquiagem e de canetas, e o limite de tempo para cada resposta.

Bush e Kerry terão que limitar-se às estritas condições estipuladas, em um documento de 32 páginas, por suas equipes de campanha e pela Comissão sobre Debates Presidenciais. Lembrando os debates de 2000, nos quais Gore recebeu críticas por suas respostas, a maioria dos analistas acredita que esses encontros, embora deixam frases memoráveis, só servem para consolidar o desconfiança dos eleitores.

A polarização do país em torno da guerra no Iraque ou o rumo da economia, e o reduzido número de eleitores indecisos, testarão os candidatos e também a eficácia desses debates.

 

Terra

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