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Brasil tem 8º maior arsenal de armas leves, indica estudo

28 Ago 2007 - 13h45
O Brasil tem o oitavo maior arsenal de armas leves do mundo, com 15,3 milhões de pistolas e outras armas, e um número de vítimas que supera a de muitos países em guerra. Os dados foram publicados ontem pela entidade Small Arms Survey, o principal centro de pesquisa no mundo sobre armas leves e que destaca que apenas 10% dos homicídios acabam sendo julgados e os responsáveis condenados.
 
Segundo o levantamento, cerca de 80% das munições que acabam nas mãos de criminosos tem origem nas forças policiais e o Brasil não é transparente em suas exportações de armas. De acordo com a entidade, o País é o segundo maior fornecedor de armas e munições para a Venezuela.
 
O levantamento é feito todos os anos. Mas para a edição de 2007, a entidade decidiu focar seus estudos sobre o impacto da violências nas grandes cidades e escolheu o Brasil, além de países africanos, para tentar encontrar os motivos do caos. Para o diretor do instituto, Keith Krause, a explosão de violência no Brasil ocorre diante da injustiça social, aliada à rápida urbanização do país nos últimos 30 anos. "Essa mistura foi o que facilitou o aumento da criminalidade", destacou.
 
O resultado é uma alta na taxa de homicídios em proporções assustadoras. Em 1982, o índice era de sete mortes por arma para cada 100 mil habitantes. Em 2002, taxa subiu para 21. "No total, acreditamos que ocorrem 45 mil homicídios no Brasil por ano, bem superior a várias guerras na África, Ásia e América Latina", afirmou Krause.
 
Homens são mais vulneráveis
 
O levantamento também aponta que homens tem 17 vezes mais chance de serem mortos que mulheres no Brasil. Os que abandonam escola, estão desempregados e tem entre 19 e 25 anos são os mais afetados pela violência. Famílias monoparentais também são as mais afetadas, enquanto negros representam o maior número de vitimas que brancos.
 
Os pesquisadores ainda alertam que a polícia em alguns locais do Brasil são complacentes com o crime e compara com Uganda. "As munições das forças públicas alimentam a violência extrema no Rio de Janeiro", afirma o estudo, que indica que esse desvio ocorre tanto pela venda como roubo das munições. A situação similar em Uganda. "Muitas das munições são produzidas exclusivamente às forças policiais e acabam nas mãos de criminosos e, em alguns casos, esse desvio chega 80% do total existente", afirmou Krause.
 
Segundo o estudo, outro fator que contribui para a violência no Brasil é "cultura da impunidade". "Existe uma baixa probabilidade de que um autor de um homicídio seja processado. Na avaliação que a taxa seja de apenas 10%. Por isso, não haverá solução a crise no Brasil enquanto não houver uma reforma da polícia e dos mecanismos judiciários", afirmou o diretor do instituto.
 
O estudo ainda aponta que 75% de todas as armas leves no mundo estão nas mãos de civis, e não de exércitos ou polícias. A Small Arms Survey concluiu que 875 milhões de armas de fogo circulam hoje no mundo. Dessas, 650 milhões estão com civis, gangues e criminosos. Todas as polícias do mundo reunidas, porém, contam com apenas 26 milhões de armas. Os americanos são os que mais contam com armas, com 270 milhões. Para cada 100 pessoas existem 90 armas.
 
 
 
Estadão

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