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Brasil perde 38 milhões de animais silvestres por ano

1 Dez 2004 - 17h26
O pesquisador Gonzalo Enriquez, autor do livro "A Trajetória Tecnológica dos Produtos Naturais e Biotecnológicos Derivados na Amazônia", estima em 38 milhões os animais silvestres que saem pelas fronteiras do País a cada ano. Ele participa da audiência pública da CPI da Biopirataria que está debatendo o tráfico de animais e plantas silvestres e a exploração ilegal de madeiras no País.
"As fronteiras da Amazônia, devido à fiscalização ineficiente, são as mais importantes áreas de retirada de animais do mundo", acrescentou, assinalando que o tráfico internacional de animais silvestres movimenta, em todo o planeta, entre 10 e 20 bilhões de dólares por ano.
Além disso, ele acredita haver no Brasil "20 milhões de animais raptados de forma violenta da natureza para viver em casas ou apartamentos".

Refém de outros países
Enriquez disse que o Brasil não aplica os recursos estruturais, políticos e jurídico-institucionais necessários para punir a biopirataria. Ele acrescentou que o Brasil vem se tornando refém dos países detentores de tecnologia de ponta, que buscam a transferência de recursos genéticos para as suas indústrias, principalmente as farmacêuticas.
"O perigo da biopirataria concentra-se no risco do processo de patenteamento de princípios ativos encontrados nos recursos genéticos com objetivo de descobrir novos medicamentos para a cura das doenças consideradas nobres", disse o pesquisador. Ele citou Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Japão, Grécia e Arábia Saudita como os maiores compradores de biodiversidade.
Segundo Enriquez, a Amazônia tem pontos fracos, como a inexistência de um mercado estruturado de produtos naturais, a internacionalização da indústria farmacêutica e a baixa qualificação dos técnicos. "Mas o que falta na Amazônia é fundamentalmente boa gestão, porque há recursos e há empresas interessadas", disse o pesquisador.

Conhecer é a solução
A representante do Ministério da Ciência e Tecnologia no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), Ione Egler, defendeu a pesquisa e o conhecimento científicos como a melhor forma de combater a biopirataria. Segundo Ione, o desconhecimento da biodiversidade impede o Brasil de rastrear os atos de biopirataria.
Ione Egler afirmou também que o Brasil investe muito pouco em pesquisa - apenas 0,9% do PIB. Ela defendeu a expansão e a desconcentração da capacidade de pesquisa no País, destacando que o Ministério da Ciência e Tecnologia dispõe na Amazônia de somente um pesquisador e um doutor.
A pesquisadora disse ser preciso definir a titularidade dos recursos genéticos em aberto, aprovar a Lei da Inovação Tecnológica e reexaminar os procedimentos de patenteamento.
 
 
Agência Câmara

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