Menu
LIMIT ACADEMIA
quarta, 12 de dezembro de 2018
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Bancos propõem reajuste de 4,29%; bancários prometem greve

24 Set 2010 - 10h44Por www.observatoriosocial.org.br

Depois de exatos trinta dias de negociações, a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) rejeitou nesta quinta-feira 22 de setembro a pauta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2010, como o reajuste de 11%.

Os bancos apresentaram apenas a proposta de reposição da inflação dos últimos 12 meses, que é de 4,29% segundo o INPC.

O Comando Nacional considera essa postura dos bancos um desrespeito aos bancários e orienta os sindicatos a reforçarem a convocação das assembleias do 28, para a deflagração da greve nacional por tempo indeterminado a partir do dia 29.

"O que os bancos estão fazendo é uma provocação aos bancários. A economia está crescendo como nunca, o lucro dos bancos aumentou em média 32% no primeiro semestre e eles oferecem apenas a reposição da inflação", critica Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional. "Com essa posição, os bancos não estão apostando no diálogo e sim na greve."

Os representantes dos bancos disseram na negociação desta quarta-feira que "o reajuste salarial de 11% é exageradamente alto".

O Comando Nacional reafirmou as reivindicações da categoria e deixou claro que, além dos avanços econômicos (como aumento real de salário, melhoria na PLR e valorização dos pisos), os bancários exigem melhores condições de trabalho e preservação da saúde, principalmente o fim das metas abusivas e do assédio moral, além de medidas que preservem o emprego.

O Comando Nacional encaminhará documento à Fenaban reafirmando a pauta de reivindicações da categoria e dando prazo até a segunda-feira 27 de setembro para apresentação de nova proposta que possa ser apreciada nas assembleias do dia 28.

O que os bancários reivindicam

As principais demandas dos bancários são:

11% de reajuste salarial.

Piso salarial de R$ 1.510 para portaria, R$ 2.157 para escriturário (salário mínimo do Dieese), R$ 2.913 para caixas, R$ 3.641 para primeiro comissionado e R$ 4.855 para primeiro gerente.

PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos.

Aumento para um salário mínimo (R$ 510) dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá.

Previdência complementar em todos os bancos.

Proteção à saúde do trabalhador, que inclua o combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança.

Medidas para proteger o emprego, como garantias contra demissões imotivadas, reversão das terceirizações e fim da precarização dos correspondentes bancários.

Mais contratações para amenizar a sobrecarga de trabalho, acabar com as filas e melhorar o atendimento ao público.

Planos de carreira, cargos e salários (PCCS) em todos os bancos.

Negociações com BB e Caixa

O Comando Nacional volta a se reunir separadamente nesta quinta-feira 23 com as direções do Banco do Brasil e da Caixa, em São Paulo, para discutir as pautas de reivindicações específicas dos dois bancos públicos federais

Deixe seu Comentário

Leia Também

NOVELA GLOBAL
'O sétimo guardião': Aranha descobre marca de pata de gato de Gabriel, tira foto e conta aos guardiã
SUSTO
Celular pega fogo no bolso da calça e deixa homem com queimaduras na perna e mãos
PROCURADO
Com prisão decretada desde setembro, Dado Dolabella é considerado foragido da Justiça
DICAS DE MARKETING
5 dicas de marketing para um negócio de dropshipping
CRIME HEDIONDO
Câmera flagra ataque de suspeito de estuprar garota de 14 anos em SP; vídeo
TERROR
Ataque dentro da Catedral deixa ao menos cinco mortos em Campinas
REVIDE
Passageiro atropelado por motorista de aplicativo após vomitar em carro está em coma
A SERVIÇO DE DEUS
Angela Bismarchi festeja diploma para ser pastora: ‘Eu era pecadora e não sabia’
NOVELA GLOBAL
'O sétimo guardião': Luz dá caixa com terra de cova de Gabriel para Valentina
INTOCÁVEL
PF pediu prisão domiciliar de Aécio, Cristiane Brasil e Paulinho da Força, mas PGR e STF não concede