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Bancos emprestam mais e juro para pessoa física fica estável

27 Jul 2004 - 14h01

A demanda por empréstimos aumentou no mês de junho, refletindo o ritmo mais intenso da recuperação econômica do País. Porém, apesar de os bancos estarem emprestando mais, as taxas de juros cobradas dessas operações apresentaram leve variação.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, os bancos emprestaram R$ 442,4 bilhões no mês passado. O montante representa uma expansão de 1,4% ante maio. Segundo o BC, as operações feitas por instituições financeiras totalizaram R$ 265,8 bilhões no mês passado, com crescimento de 1,3%.

O juro médio cobrado pelos bancos, entretanto, cedeu apenas 0,2 ponto percentual, passando de 44,2% ao ano em maio para 44% anuais em junho. Para as pessoas jurídicas, a taxa caiu de 30,0% para 29,7% ao ano. Já nos empréstimos para pessoas físicas, o juro ficou estável em 62,4% ao ano. Vale lembrar que a taxa de juros básica da economia, a Selic, está em 16% ao ano.

O spread bancário - diferença entre o custo de captação de bancos e a taxa cobrada do tomador final - recuou discretamente, de 27,2 para 27,0 pontos percentuais em junho.

Nas operações para a pessoa jurídica, esse diferencial saiu de 13,1 para 12,9 pontos percentuais. No caso das pessoas físicas, ele passou de 45,2 para 45,0 pontos.

O volume das operações de crédito contratadas pelo setor privado somou R$ 423,9 bilhões em junho, uma expansão de 1,3% no mês de junho.

De acordo com nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgada esta terça-feira pelo Banco Central, os empréstimos concedidos ao segmento de comércio expandiram 2,9%, atingindo R$ 48,5 bilhões, com destaque para as liberações de recursos para o ramo varejista.

Os créditos contratados pelo setor rural mostraram elevação de 2,6%, com o saldo alcançando R$ 48 bilhões. A evolução, segundo a nota, ficou associada às contratações para custeio e investimentos (aquisição de máquinas e implementos agrícolas).

Os empréstimos destinados ao ramo de outros serviços (R$ 75,9 bilhões) registraram crescimento de 1,4% no mês, com relevância para os segmentos de transporte aéreo e de energia.

A carteira industrial, por sua vez, mostrou variação de 0,3%, alcançando R$ 120,1 bilhões.

O volume de crédito concedido ao setor habitacional, incluindo recursos livres e direcionados, alcançou R$ 25,2 bilhões, com expansão de 0,4% na comparação entre maio e junho deste ano.

 

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