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greve nos bancos

Bancários de Dourados e Região fecham 30 agências no primeiro dia de greve

Os bancários de Dourados e Região mostram grande disposição para a luta

19 Set 2013 - 16h42Por Assessoria

Os bancários de Dourados e Região mostram grande disposição para a luta. No primeiro dia da greve por tempo indeterminado, trabalhadores de bancos públicos e privados cruzaram os braços em 30 agências da base do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Sendo 25 em Dourados, 04 em Maracajú e 01 em Douradina.

Até agora, a tática dos banqueiros tem sido a intransigência. Nas mesas de negociação negaram os principais itens da pauta de reivindicações e, para completar, ofereceram pífios 6,1% de reajuste salarial. Um verdadeiro desrespeito.

“A adesão neste ano mais uma vez mostra que os trabalhadores estão unidos para conquistar aumento real, PLR, piso e vales maiores, além de contratações para melhorar as condições de trabalho”, destaca o presidente do Sindicato, Janes Estigarribia

“Os dados mostram a vontade da categoria em arrancar as conquistas efetivas da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A mobilização vai crescer ainda mais nos próximos dias. Os bancários pretendem aumentar a mobilização e ir fechando gradualmente outras agências de sua base, até alcançar 100% de paralisação, como já ocorreu em anos anteriores”, destaca Estigarribia.

São 13 municípios que compõe a base do Sindicato de Dourados e Região, além da cidade sede, Dourados, ainda, Caarapó, Juty, Fátima do Sul, Vicentina, Jatei, Glória de Dourados, Deodapolis, Itaporã, Douradina, Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul e Maracajú.

Bancos são os responsáveis pela greve

A responsabilidade pela greve é das empresas. Há mais de um mês a categoria tenta negociar as reivindicações, mas a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não ouve. Pior, mostra que não tem preocupação com a saúde, as condições de trabalho e a segurança de seus funcionários.

O fato mostra desrespeito não só com os trabalhadores, mas também com os clientes, afinal a pauta inclui questões de interesse da sociedade, como contratação para prestar atendimento humanizado e de qualidade e a redução das taxas de juros e tarifas, as mais altas do mundo.

O comportamento dos banqueiros em todas as rodadas de negociações foi de intransigência do início ao fim. O Comando Nacional, que representa cerca de 500 mil bancários de todo o país, entregou a pauta desde 30 de julho. De lá para cá, foram quatro rodadas e em todas as principais reivindicações foram negadas. No final, os bancos ofereceram reajuste de 6,1%, que sequer repõe a inflação dos últimos 12 meses. A categoria quer 11,93%.

Estudo do Dieese comprova que é possível pagar. Os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de quase R$ 30 bilhões no primeiro semestre, média de R$ 62,5 mil por empregado. A alta é de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No quesito emprego, as organizações financeiras terminaram o semestre com média de 22,95 funcionários por agência, queda de 5% sobre os 24,15 de 2012.

A meta é outro problema grave que as empresas se recusam a discutir. A política perversa que transforma bancários em vendedores de produtos e serviços tem elevado o número de doenças ocupacionais, principalmente de cunho psicológico. No ano passado, 21.144 funcionários foram afastados por adoecimento, 25,7% por transtornos mentais, uma consequência direta da pressão e do assédio moral.

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