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Advogada sofre queimaduras em depilação a laser no Rio

4 Mai 2007 - 09h50

A advogada Juliana Lunz, de 32 anos, sofreu queimaduras nas pernas depois de se submeter a uma sessão de depilação a laser na clínica de estética Yli Belafeliz Centro de Estética Ltda., que fica dentro do Mind Health Spa, um centro de bem-estar que funciona na academia Ah Body Tech, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ela prestou queixa por lesão corporal na 16ª DP (Barra).

 

"Você faz um tratamento esperando ficar até mais à vontade para mostrar suas pernas e não precisar mais se procupar com depilação e de repente descobre que ter que passar, pelo menos, três meses sem botar uma saia", reclamou a advogada. E completou: "Isso sem falar na vergonha, porque fica uma mancha feia."

Segundo depoimento da advogada, ela se queimou fazendo a segunda sessão de depilação, realizada no dia 18 de abril – a primeira foi feita no dia 27 de fevereiro.

 

Na ocasião, Juliana sentiu as pernas queimando e percebeu que surgiram manchas roxas na perna. "Quando a médica fez o laser, começaram a surgir manchas roxas na minha perna e aquilo foi ardendo mais do que normalmente arde", relatou.

 

Juliana chegou a se queixar com a médica Marcela Bedran, que realizava o procedimento estético, mas esta lhe informou que em 15 dias os edemas sumiriam. Na primeira sessão, a advogada foi atendida por outra médica e diz que não teve problemas.


Como não viu melhoras, Juliana procurou a sua dermatologista de cofiança. A médica lhe informou que as queimaduras demorariam de três meses a um ano para ficarem curadas totalmente. Ele também receitou antiinflamatórios, antibióticos e loção regeneradora, além de recomendar que não pegasse sol “de jeito nenhum”.

Na última quarta (2), passados 15 dias, a advogada voltou a clínica de estética e passou por nova avaliação da médica que fez o laser. "Ela viu que as cascas tinham caído e falou que em um mês, 80% das manchas iriam sumir, ou seja, ela não consegue nem se comprometer e dizer que em um mês as minhas pernas vão estar 100% recuperadas."

 

A médica, embora afirmasse que as queimaduras iriam melhorar, entregou a vítima R$ 70 para comprar uma maquiagem para esconder as marcas. "Ela me falou que passando essa maquiagem na perna iria ficar bastante razoável a camuflagem, para eu poder ir à praia e me sentir à vontade."

 

Insatisfeita com o serviço, Juliana conta que voltou à clínica nesta quinta-feira (3) para pegar a nota fiscal dos dois procedimentos, mas o pedido foi negado.

Indignada com a atitude da médica, ela resolveu prestar queixa na 16ª DP (Barra). Além de lesão corporal, Juliana também registrou queixa por não receber nota fiscal quanto ao pagamento das duas sessões do tratamento (o pacote de depilação de axila, virilha e meia-perna custou cerca de R$ 800).

 

"Na primeira vez que fiz o laser, no dia 27 de fevereiro, pedi a nota fiscal, mas as recepcionistas me falaram que a nota iria demorar um tempo para chegar, que elas viriam de um escritório. Elas não tinham boleta de nota fiscal para emitir na hora."

 

A advogada terá que ir ao Instituto Médico Legal fazer exame de corpo de delito e não descarta a hipótese de entrar com uma ação cível contra a Clínica. "Vou encaminhar tudo aos poucos, mas certamente entrarei com um ação."

 

 Responsáveis pela clínica podem responder por lesão corporal

Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira, titular da 16ª DP, “a clínica pode ser fechada e os responsáveis poderão ser indiciados por lesão corporal culposa ou dolosa, que será decidido ao longo das investigações”. Quanto à recusa de fornecer a nota fiscal, o delegado informou que os responsáveis podem pegar de 2 a 5 anos de prisão, conforme artigo 1º da lei federal 8137/90 – que é negar ou deixar de fornecer nota fiscal relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço.

 

A academia Ah Body Tech explicou que a clínica de estética é terceirizada. Os responsáveis pela clínica já entregaram a nota fiscal para a polícia e prestaram depoimento na delegacia.

 

  Clínica diz que houve "falta de sorte" 

Segundo a sócia da empresa, Iris Duran, o caso é uma fatalidade e falta de sorte. Iris explica que Juliana já tinha se submetida a outra sessão e nunca tinha ocorrido problema semelhante, nem com ela, nem com outras pessoas. "O que aconteceu foi uma reação numa área. Na verdade, ela já tinha feito laser na virilha e na axila antes e não teve problema."

 

Sobre a questão da nota, Iris explicou que houve um grande mal entendido. "Vamos trazer toda a documentação necessária e provaremos que não foi nada ocasionado por imperícia."

 

A sócia afirmou ainda que a clínica e a médica que atendeu Juliana se colocaram à disposição para tentar resolver o problema. "Espero que ela fique logo bem. Me ofereci para fazer o que for possível para ajudá-la, pagar o que for preciso no médico que ela escolher, se for o caso."

 

A sócia garante que a clínica funciona corretamente, com a autorização da Anvisa e da Vigilância Sanitária. Ela afirma que a firma está aberta e que não houve cancelamento de procedimentos. "O que houve foi um caso isolado", esclareceu.

 

Iris Duran lembrou que depois do ocorrido, Juliana voltou à clínica e comprou novos serviços. "Ela fez massagem depois de tudo isso. Ontem (2), depois de ser atendida pela médica, ela fez massagens. Não imaginava que ela estivesse nesse estado de desespero", relatou.
 

  Vítima pagou por massagens depois do laser

Mesmo depois de sofrer queimaduras nas pernas, Juliana Lunz voltou à clínica na terça-feira (1º) e contratou o serviço de massagem. "As massagens são feitas por outra pessoa", justificou a advogada. Arrependida, ela diz que pretende pedir a devolução do dinheiro. 

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