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IMUNIZAÇÃO

Mato Grosso do Sul imuniza mais de 88% dos maiores de 60 anos

Com mais de 30% de toda a população imunizada com as duas ou dose única, quase o dobro da porcentagem de todo o Brasil, infectologistas dizem que o estado pode ser o primeiro a 'voltar à normalidade'.

23 Jul 2021 - 08h39Por G1 MS

Com mais de 30% da população imunizada com as duas ou a dose única da vacina contra Covid-19, o Mato Grosso do Sul já está com a vacinação avançada na maioria dos grupos prioritários, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde.

As faixas etárias mais velhas, com maior risco de mortalidade pela doença, já estão com ampla cobertura vacinal: quase 100% dos idosos com mais de 80 anos e 88,36% dos idosos entre 60 e 79 anos estão completamente imunizados.

O mesmo se observa na maioria dos grupos prioritários: mais de 70% dos profissionais de saúde, quilombolas, indígenas não aldeados e profissionais da segurança pública já foram vacinados com as duas doses ou com a dose única da vacina.

Mais de 853 mil pessoas já estão imunizadas com as duas doses ou a dose única no estado .

Infectologistas apontam que a vacinação mais acelerada no Mato Grosso do Sul pode permitir que o estado seja o primeiro a "sair da pandemia". Ao G1, especialistas explicam que "sair da pandemia" significa o afrouxamento de algumas medidas sanitárias, a retomada da economia e o retorno de práticas que eram comuns antes da Covid-19.

Mato Grosso do Sul é o 1º estado com mais de 30% da população totalmente imunizada contra a Covid-19

"A vacina já se mostrou eficaz. Agora vamos quebrar a cadeia de transmissão e diminuir a propagação da doença. Você não vai ter mais a doença circulando. Com a vacinação, você acaba com estas pessoas suscetíveis, você quebra a cadeia de transmissão", analisa o infectologista Rodrigo Coelho.

Já a infectologista Mariana Croda pondera que a volta à normalidade deve ser pensada de forma coletiva. A médica esclarece que o avanço da vacinação nos outros estados é possibilidade para alcançar a "tranquilidade".

"Temos que esperar os outros estados atingirem uma taxa de vacinação, em coletividade. Assim, vamos conseguir ficar mais tranquilos, antes disso, não adianta um se imunizar e os outros não. Dar as mãos, atividade coletiva. Já gera algo positivo para o estado. Você mantém a circulação viral, enquanto há uma baixa taxa nos outros estados", fala Mariana Croda.

Para Mariana, a perspectiva de uma retomada está próxima. "A gente tem a esperança que, até o mês de agosto, se avance rapidamente a uma taxa de cobertura vacinal no estado e que permitirá voltar a algumas atividades de maneira consciente. Sobretudo diminuindo os impactos da pandemia de um modo geral", avalia.

Controle da doença

A vacinação também já atingiu os grupos mais jovens com comorbidade, do qual Taís Wölfert Dornelles, de 21 anos, faz parte. A universitária já recebeu as duas doses da vacina, por ser asmática. O grupo de jovens com doenças pré-existentes foram incluídos na vacinação contra Covid em Campo Grande no dia 11 de maio.

"Pensava que, se eu pegasse a doenças, eu iria morrer. Quando eu descobri que poderia me vacinar por ter comorbidade, fiquei mais feliz e relaxada. Me sinto muito mais segura agora, feliz e mais tranquila! Antes se eu ia a algum lugar, eu passava álcool na mão e limpava absolutamente tudo. Agora eu me sinto bem mais segura, apesar de não ter deixado os cuidados de lado", detalha Taís.

Se dependesse do avanço da vacinação por faixas-etárias, Taís conta que seria uma das últimas. A universitária ficou contente ao ver a inclusão de jovens com comorbidades no plano de imunização, na capital, o que proporcionou mais alívio.

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Desafios

As novas variantes e as fronteiras abertas são pontos de atenção para os especialistas diante da "volta à normalidade", em Mato Grosso do Sul.

Mariana Croda elenca alguns questionamentos que devem ser observados quando se fala nas "previsibilidades" de um cenário pós pandêmico.

Qual é a efetividade das nossas vacinas frente às novas variantes que possam surgir? Há necessidade de doses de reforço? Qual será a programação mediante estes dados? Vamos precisar de novas imunizações? O que faremos após atingir a meta da cobertura vacinal?

A médica explica que as respostas ainda não são vislumbradas, mas que as fronteiras abertas e a campanha de vacinação contra Covid progredindo de forma desigual entre os estados podem gerar preocupações.

"Mato Grosso do Sul pode vislumbrar um cenário pós pandêmico. Adianta pensarmos em um Brasil como um todo, porque as nossas fronteiras estão abertas e não temos restrições de entradas. Então, sabemos que um estado está se imunizando e os outros não, podemos ver um cenário mais distante. Mas se todos imunizarem, vamos ter um cenário pós pandêmico célere", esclarece.

Para Coelho, mesmo com as fronteiras abertas, os moradores de Mato Grosso do Sul estarão imunizados e terão uma preocupação menor quanto à transmissão, casos e óbitos relacionados ao vírus.

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"Tudo estará mais desafogado, vamos voltar a ocupar os leitos com doenças que ocupavam antes. A gente tendo vacinado todos, de certa forma ficamos não suscetíveis. Os moradores não vão manifestar as formas graves da doença, na pior das hipóteses vocês vão apresentar a forma leve. Mesmo com as fronteiras abertas e com a população vacinada, as pessoas estarão protegidas", finaliza Coelho.

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