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Igrejas superam mercado e consultório médico em risco de transmissão de Covid-19, aponta estudo

Esse tipo de evento reune diversos fatores que facilitam a propagação da Covid-19 como: reunir grande quantidade de pessoas em espaços fechados, com os presentes falando alto e cantando.

6 Abr 2021 - 09h36Por Yahoo Notícias
  • Estudo aponta igrejas como locais de alto risco para a propagação do coronavírus

  • Eventos religiosos com público já provocaram surtos de Covid-19 em outros países

  • Tema veio à tona no Brasil, que vive auge da crise sanitária, após decisão monocrática de ministro do STF

Estudos científicos internacionais já indicaram riscos elevados de transmissão do novo coronavírus durante a realização de missas e cultos religiosos presenciais. De acordo com os especialistas, esse tipo de evento reune diversos fatores que facilitam a propagação da Covid-19 como: reunir grande quantidade de pessoas em espaços fechados, com os presentes falando alto e cantando.

Uma pesquisa realizada pela conceituada Universidade de Stanford, nos EUA, aponta as igrejas como lugares de maior risco em relação a mercados e consultórios médicos no que se refere ao perigo de transmissão do vírus. 

Mesmo com o Brasil vivendo o momentos mais trágico da pandemia, com recordes de mortes diários e hospitais em situação de colapso, Kassio Nunes Marques, ministro mais novo do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), decidiu autorizar celebrações religiosas presenciais em todo o país.

A medida controversa causou repercussão negativa entre os próprios colegas de corte e entre chefes estaduais e municipais. Nessa segunda-feira (05), o ministro Gilmar Mendes negou um pedido semelhante envolvendo igrejas em São Paulo e agora o tema deve ser discutido no plenário nesta quarta-feira (07). O plenário do STF pode derrubar a decisão monocrática de Nunes Marques

A decisão envolvendo a liberação dos cultos foi em resposta a uma ação movida pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), que aponta violação à liberdade religiosa e ao princípio da laicidade estatal. Nunes Marques decidiu que sejam aplicados protocolos sanitários, limitando a presença a 25% da capacidade do público nos templos. 

Igrejas já causaram surto pelo mundo

Tema veio à tona no Brasil, que vive auge da crise sanitária, após decisão monocrática de Kassio Nunes Marques, ministro do STF - Foto: Ramon Pereira/Ascom-TRF1

Tema veio à tona no Brasil, que vive auge da crise sanitária, após decisão monocrática de Kassio Nunes Marques, ministro do STF - Foto: Ramon Pereira/Ascom-TRF1

Em novembro, uma outra pesquisa realizada por Stanford indicou que poucos pontos de aglomeração de pessoas causaram cerca de 80% dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos durante os primeiros meses da pandemia. O levantamento levou em conta dados da movimentação de quase 100 milhões de cidadãos em áreas metropolitanas de grandes cidades como Nova York, Los Angeles e Miami.

Com esses dados, o estudo desenvolveu um modelo para mensurar o quanto cada local contribuiu para propagar a doença. Segundo a projeção, as igrejas aparecem em sexto lugar no ranking de risco, a frente de consultórios e mercados. Os locais religiosos aparecem atrás de restaurantes, academias e motéis, por exemplo.

Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos EUA, desenvolveram uma tabela que mede o risco de contágio em diferentes locais. Alguns dos critérios utilizados são: circulação de ar, tamanho da aglomeração e tempo de exposição ao vírus. 

De acordo com o artigo, quando as pessoas cantam ou falam alto, como em celebrações religiosas, há mais risco de propagação mesmo com distanciamento de dois metros entre os presentes. No estudo, é citado até um episódio em que 32 cantores de um coral acabaram contraindo o vírus mesmo cumprindo os protocolos de distanciamento durante os ensaios.

Alguns dos episódios mais simbólicos envolvendo templos religiosos aconteceram na Coreia do Sul ainda no início da crise sanitária global. Em fevereiro de 2020, o governo apontou uma igreja onde fieis assistiam aos cultos sentados no chão, lado a lado, como um dos epicentros do vírus no país. 

Meses depois, o governo de Seul, capital do país, anunciou que pediria uma indenização de 4 milhões de dólares a uma igreja da cidade que estaria dificultando as ações de controle da propagação da doença na região. 

Vale ressaltar que, recentemente, por conta da pandemia, o papa Francisco realizou, no Vaticano, as celebrações da Semana Santa sem público pelo segundo ano seguido.

80% dos pacientes intubados no Brasil com Covid morrem na UTI

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