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quarta-feira, 4 de novembro de 2026Fátima do Sul 27°
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HRMS cria serviço de cuidados paliativos com dez leitos

Por Redação
(3 min de leitura)
Equipe multidisciplinar oferece cuidado físico, emocional e social, inclusive a crianças, desde o diagnóstico da doença(Foto: Divulgação)

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) criou o Serviço de Cuidados Paliativos e destinou dez leitos para a internação de pacientes acompanhados pela equipe especializada. A iniciativa busca melhorar a qualidade de vida, aliviar o sofrimento e oferecer suporte aos familiares. Desde junho, metade dos pacientes atendidos recebeu alta e voltou para casa.

O hospital já contava, há quase dez anos, com um serviço de pareceres e interconsultas em cuidados paliativos, no qual médicos especialistas avaliavam pacientes internados. Com a nova estrutura, a equipe passou a acompanhar também as internações dos pacientes encaminhados pelas equipes assistenciais, após avaliação da especialidade.

A médica paliativista e chefe do serviço, Fabiana Moreno, explica que os cuidados paliativos não são destinados apenas a pessoas em fim de vida. O acompanhamento pode começar desde o diagnóstico de uma doença grave, como câncer, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e demência, inclusive junto ao tratamento convencional.

“O cuidado paliativo não é só para quem está morrendo. É para quem tem uma doença grave e tem ainda uma vida pela frente”, afirma. Além do controle dos sintomas e da dor, o atendimento considera aspectos emocionais, sociais, familiares e espirituais. A proposta também é oferecer acolhimento e apoio às pessoas próximas do paciente.

Acolhimento aos pacientes e familiares

Entre os pacientes atendidos está Maria de Lourdes Souza, de 53 anos, diagnosticada com câncer em 2023 e acompanhada pelo serviço há três meses. Inicialmente, ela acreditou que a transferência para um leito de cuidados paliativos significava que estava próxima da morte, mas percebeu mudanças no tratamento.

“Sinto menos dor, os medicamentos mudaram e o cuidado dos médicos ajuda muito. Fiquei com medo, mas fui entendendo e vi que eles estão lutando com a gente, buscando outros medicamentos para diminuir a dor”, relata.

O filho dela, Jackson de Souza Ferreira, de 30 anos, também lembra do impacto ao ouvir o termo pela primeira vez. “No começo, ouvir a palavra paliativo foi assustador. A gente entrou em choque. Quando começou o tratamento, a gente entendeu que era um recomeço”, conta.

Desde junho, metade dos pacientes atendidos pelo serviço recebeu alta hospitalar. Quem mora na área de abrangência do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) continua sendo acompanhado em casa. Os demais retornam ao HRMS para atendimento ambulatorial.

A equipe tem capacidade para atender adultos e crianças e é formada por quatro médicas paliativistas e uma enfermeira, com apoio de profissionais de outras áreas, como fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, assistência social e enfermagem.

Neste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) também criou o Núcleo Estadual de Cuidados Paliativos, responsável por coordenar a implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos em Mato Grosso do Sul. A política foi instituída pelo Ministério da Saúde em 2024.

Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a criação do serviço reforça o compromisso do hospital com o acolhimento e a assistência aos pacientes em todas as fases da vida. “O alívio do sofrimento é possível. Se tiver tratamento, a gente vai junto. Se não tiver, a gente fica”, resume a médica Fabiana Moreno.

fonte: j d 1 n o t i c i a s

Esta notícia tem origem em fonte externa, devidamente identificada. Leia nossa Política Editorial.

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