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Coronavírus hoje: Brasil tem maior alta de mortes desde maio e óbitos no mundo bate recorde

O aumento no número de pessoas contaminadas por coronavírus e da taxa de internações em vários Estados deveria servir de alerta para que ações sejam tomadas no sentido de frear a pandemia, afirmam especialistas

19 Nov 2020 - 11h36Por Valor

O Brasil tem 167.526 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (19), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Desde o balanço das 20h de quarta-feira (18), somente Goiás atualizou seus dados.

Na quarta-feira, às 20h, o balanço indicou: 167.497 mortes confirmadas, 754 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 584, a maior desde o dia 11 de outubro. A variação foi de +49% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid. Assim como na véspera, essa é novamente a maior alta registrada desde o mês de maio.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.947.403 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 38.401 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 28.342 novos diagnósticos por dia, uma variação de +68% em relação aos casos registrados em duas semanas. Também aponta tendência de alta em relação às duas últimas semanas.

A tendência de alta nas médias móveis de óbitos e de casos em relação a 14 dias atrás pode ser em parte justificada com a queda nos registros ocorrida na semana do feriado de Finados, no início do mês. Apesar disso, os registros médio de mortes diárias acima de 580 e de casos acima de 28 mil são dados preocupantes, pois refletem o balanço dos últimos 7 dias.

Aumento exige medidas

O aumento no número de pessoas contaminadas por coronavírus e da taxa de internações em vários Estados é preocupante e deveria servir de alerta para que ações sejam tomadas no sentido de frear a pandemia, afirmam especialistas.

“Estamos num cenário que chama muita atenção e reforça o cuidados que precisam ser tomados. A comunicação é um deles. O sinal atual deixa claro de que à medida que se relaxa o isolamento aumentam as infecções”, afirma Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A população pode ter interpretado a queda dos casos nos últimos meses como uma volta à normalidade, diz ele.

Embora prefira não opinar se medidas de isolamento mais rígidas deveriam tomadas, Gomes considera que, da mesma forma que o isolamento não é permanente, a flexibilização também não deveria ser. “O isolamento é uma decisão que leva em conta muitos dados, não só o aumento de casos, é uma conversa multissetorial que tem que ser feita de forma constante e com base em dados sólidos”.

Alta de exames positivos

O volume de exames de covid-19 com diagnóstico positivo aumentou 25% nos laboratórios privados, nas duas últimas semanas. Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que também observou um crescimento de 30% na demanda por testes do novo coronavírus no período.

Entre os meses de março e outubro, os laboratórios associados à entidade, que representa 60% do setor de medicina diagnóstica, realizaram cerca de 6 milhões de exames de covid-19.

A Abramed pontuou ainda o receio que a população deixe de realizar exames de prevenção como ocorreu nos primeiros meses da pandemia.

Falta de ultracongeladores

Anunciados ontem, os bons resultados dos testes concluídos da vacina da Pfizer e da BioNTech contra covid-19 trazem um desafio inédito: o armazenamento e a distribuição de um imunizante com duas doses em um intervalo de 21 dias a -70°C. Na logística brasileira, não há, hoje, ultracongeladores para isso na chamada Rede de Frio, do Programa Nacional de Imunização. As informações são da agência de notícias Folhapress.

Hoje, o padrão de manutenção de vacinas no mundo é feito em refrigeradores, com temperaturas que variam entre 2°C e 8°C. É o que encontramos nas geladeiras caseiras.

A vacina da Pfizer contra a covid-19, batizada de BNT162b2, aguenta apenas cinco dias na temperatura padrão dos refrigeradores.

Registro de vacina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos procedimentos para agilizar o registro de vacina contra a covid-19. O objetivo é atender à emergência em saúde pública no Brasil causada pela pandemia.

Uma das medidas adotadas pela diretoria foi eliminar duas etapas do rito de aprovação do registro de vacinas pelo órgão de vigilância. A diretoria do órgão decidiu que os processos relacionados ao tema não precisarão passar pela análise de impacto regulatório e pela consulta pública.

A decisão considerou o “grau de urgência e gravidade caracterizados por situação de iminente risco à saúde e necessidade de atuação imediata”, conforme nota divulgada pela agência. Leia mais aqui.

Inspeção da Sinovac e AstraZeneca

A Anvisa prevê a certificação das fábricas dos laboratórios Sinovac e AstraZeneca, envolvidos na corrida para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, informou ontem o gerente-geral da inspeção e fiscalização sanitária, Ronaldo Lucio Ponciano.

Os laboratórios mantêm convênios com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan, respectivamente, para que doses das vacinas sejam compradas e produzidas, após a formalização do registro, no Brasil.

Ponciano fez uma apresentação a jornalistas sobre os procedimentos de inspeção internacional realizados por técnicos da agência para certificar as fábricas de vacinas. Na prática, o órgão de vigilância se encarrega de verificar se as unidades de produção cumprem os requisitos relacionados às boas práticas internacionais.

Prefeito de SP diz que não há razão de pânico

Os dados epidemiológicos coletados pela Prefeitura de São Paulo sobre a covid-19, segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), ainda apontam para estabilização na capital. Covas convocou para hoje, em plena campanha pelo segundo turno da eleição municipal, uma entrevista coletiva para tratar do tema, em que fará pronunciamentos inclusive sobre funcionamento de escolas da rede pública.

"Pelos números da prefeitura, temos ainda estabilização dos dados. Não há nenhuma preocupação com segunda onda, a não ser manter os cuidados, manter a fiscalização, manter os protocolos. O vírus ainda é uma realidade a ser enfrentada", disse, ao participar de agenda de campanha na manhã de ontem.

Ainda assim, o prefeito pediu que as pessoas mantenham a colaboração, usem máscaras, e fiquem em casa. "Peço um pouco mais de cautela às pessoas, mas não há razão de pânico para segundo pico da doença."

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