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Mato Grosso do Sul é o segundo estado do Brasil com maior potencial de gerar bioenergia

29 Abr 2025 - 08h47Por Rosana Aparecida Monte Siqueira Teixeira

A entrada em operação de duas usinas térmicas de biomassa - da Inpasa em Sidrolândia e da Suzano em Ribas do Rio Pardo - alçaram Mato Grosso do Sul ao posto de segundo estado do Brasil na geração centralizada de energia elétrica por meio de resíduos oriundos da biomassa.

Os dados foram divulgados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) no início de abril e apontam que Mato Grosso do Sul tem 2.439 MW (megawatts) de capacidade instalada, ultrapassando Minas Gerais com 2.186 MW, e ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou geração de 6.995 MW.

De acordo com a coordenadora de Energias Renováveis da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Mamiule de Siqueira, o crescimento foi motivado pela entrada em operação das duas usinas, em Sidrolândia e em Ribas do Rio Pardo.

No caso de Sidrolândia, a Inpasa vai produzir 53,1 MW de energia a partir de resíduos florestais, enquanto em Ribas a Suzano terá a geração de energia feita a partir do licor negro (também conhecido como lixívia negra, é um resíduo líquido resultante dp cozimento da madeira), com potência de 384 MW.

Segundo Mamiule, a transição energética no Estado está acontecendo de forma acelerada, devido as políticas de incentivo do Governo de Mato Grosso do Sul junto com as oportunidades de investimentos de instalação de grandes empresas no setor de bioenergia, como sucroenergéticas e celulose.

O secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, destaca que Mato Grosso do Sul tem desempenhado um papel fundamental na promoção da transição energética, uma agenda global e essencial para o desenvolvimento sustentável ao qual o Estado está inserido.

"Com abundância de matéria-prima, com biomassa de cana-de-açúcar, madeira e outros, Mato Grosso do Sul se posiciona como um polo de geração de energia limpa e renovável. Para fomentar investimentos em energia renovável, o governo estadual tem implementado políticas como a isenção do ICMS para microgeração e a isenção do pagamento de compensação ambiental para projetos de energia limpa. Essas medidas visam reduzir os custos para os investidores e tornar o Estado cada vez mais competitivo no setor de energia renovável", salientou.

Biomassa de cana de açúcar vira eletricidade em usinas de etnol do Mato Grosso do Sul

Dados da transição

No ano passado, Mato Grosso do Sul alcançou uma capacidade instalada de geração de energia de 9.843 megawatts (MW), representando um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Dessa capacidade, 94,1% provêm de fontes renováveis.

De acordo com Verruck, a Coordenadoria de Transição Energética da Semadesc tem sido fundamental na compilação e análise desses dados, fortalecendo a formulação de políticas públicas e estratégias que visam ampliar a participação das energias renováveis na matriz elétrica do Estado.

"Mato Grosso do Sul se consolida como um exemplo na transição para um futuro energético mais limpo e resiliente com uma matriz cada vez mais diversificada e sustentável", conclui Verruck.

Confra aqui a publicação da Aneel.

Rosana Squeira, Comunicação Semadesc

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