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3ª VIA

Descontentes com Bolsonaro, militares articulam terceira via para eleições de 2022

O movimento, encabeçado por oficiais da reserva, ganhou força depois da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cena com a anulação de suas condenações pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

29 Mar 2021 - 13h33Por Yahoo Notícias

Um grupo de militares que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro em 2018 tem defendido a construção de uma alternativa política para a disputa do Palácio do Planalto no próximo ano. 

O movimento, encabeçado por oficiais da reserva, ganhou força depois da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à cena com a anulação de suas condenações pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Caso consiga adesões, a articulação pode abrir uma dissidência ao plano do atual presidente de buscar um novo mandato. Na última disputa, os militares representaram um dos pilares do projeto político de Bolsonaro. 

Antes da presença massiva na gestão, na qual ocupam cerca de seis mil cargos comissionados, integrantes das Forças Armadas já vinham retomando o protagonismo político — quando foi presidente, Michel Temer escalou os generais Sérgio Etchegoyen e Joaquim Silva e Luna para o Gabinete de Segurança Institucional e o Ministério da Defesa, respectivamente.

O GLOBO ouviu sete generais e um coronel, todos da reserva, que defenderam a necessidade de uma terceira via. Seis deles já ocuparam cargos no atual governo. Quatro se manifestaram de forma reservada.

— O centro tem uma grande chance agora, porque um grupo se perdeu na corrupção e outro não sabe governar. E para que existe eleição? Para corrigir. Precisamos voltar à normalidade e ao equilíbrio — diz o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo.

O também general Maynard Santa Rosa, que ocupou a Secretaria de Assuntos Estratégicos até novembro de 2019, concorda com o colega:

— O retorno do PT seria um retrocesso inaceitável. Por sua vez, o atual governo não conseguiu honrar o próprio discurso e cumprir o que todo mundo esperava.

 

a semana passada, o general da reserva Paulo Chagas, que disputou o governo do Distrito Federal em 2018 com o apoio de Bolsonaro, distribuiu um texto pelas redes sociais com o título “Renovar é preciso”. Na mensagem, diz que o “Brasil está sem rumo e que “é hora de construir uma terceira via”.

Chagas contou que resolveu escrever o texto depois de uma discussão com outros quatro oficiais de alta patente do Exército. A mensagem circulou entre militares no WhatsApp.

— O grupo de decepcionados com a atuação do presidente é significativo — diz.

Um dos generais que se manifestaram de forma reservada afirma que a preferência pela terceira via também encontra eco entre os oficiais que estão hoje no comando das tropas. Militares da ativa são proibidos de emitir publicamente opiniões políticas. Há descontentamento com o desgaste que Bolsonaro tem imposto às Forças Armadas.

A nomeação de Eduardo Pazuelllo, general da ativa, para comandar o Ministério da Saúde, e a forma como ele foi tratado pelo presidente durante a condução da pandemia da Covid-19 provocaram grande incômodo.

Algumas declarações do mandatário citando as Forças Armadas também desagradaram. No último dia 19, por exemplo, para contrapor medidas adotadas por governadores, Bolsonaro disse que o “meu Exército não vai cumprir lockdown”.

Os militares insatisfeitos com o governo se identificam com a Lava-Jato e criticam a decisão do STF de declarar o ex-juiz Sergio Moro suspeito no julgamento de Lula no caso do tríplex do Guarujá. O apoio ao ex-ministro da Justiça, aliás, é visto como uma possibilidade.

— O Moro é uma das opções, ainda mais num país que precisa de honestidade — diz Santos Cruz, que já recebeu convites de partidos e não descarta candidatura.

O nome do ex-titular da Secretaria de Governo é citado pelo general Francisco Mamede de Brito Filho, que foi chefe de gabinete do Inep:

— Ele (Santos Cruz) também poderia ser um bom candidato.

PT em alerta

O cientista político João Roberto Martins Filho, organizador do livro “Os militares e a crise brasileira”, considera que o grupo contra Bolsonaro nas Forças Armadas ainda é minoritário.

— O Santos Cruz tem que ser acompanhado, já que está se lançando na vida política. E pode ser uma alternativa, se houver rompimento com o Bolsonaro.

A presença militar no debate político também é um foco de atenção do PT, que deseja retomar a relação com as Forças Armadas — Lula pretende fazer, em breve, um pronunciamento direcionado aos integrantes das tropas. Um aliado do ex-presidente diz que o partido teria que encontrar uma forma de lidar com o grupo volumoso que ocupa cargos de confiança na hipótese de voltar ao poder. Os generais Brito e Santos Cruz dizem que a resistência ao PT é motivada, principalmente, pelos escândalos de corrupção.

— O Lula teve relação (com os militares) e quer voltar a conversar. Não vejo porque estigmatizarem o PT. A valorização dos profissionais e da infraestrutura militar nunca andou tanto quanto no tempo do Lula e da Dilma — diz o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Defesa.

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