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Família clama por internação compulsória de esquizofrênico em MS

Além do problema psiquiátrico, ele é usuário de drogas. Familiares estão com medo que ele ataque e mate alguém na rua como ocorreu há um ano na Capital

28 Jul 2020 - 08h30Por Topmidia news

O cenário é desolador. A família de um esquizofrênico e usuário de drogas, de 20 anos, não sabe mais a quem recorrer em Campo Grande. O rapaz tem alucinações e a todo tempo pensa que tem alguém querendo matá-lo, o que é um risco para parentes e para qualquer pessoa que ele “enxergar” como ameaça. 

Uma tragédia anunciada! É o que relata a tia do jovem no grupo Aonde Não Ir em Campo Grande. Jaqueline Rezende, 34 anos pediu socorro em nome da mãe, uma idosa de 70 anos com quem ele mora. Ela cita que o sobrinho  desenvolveu a doença com o passar do tempo e, como ele é usuário, foi encaminhado para o Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), após tentativa frustrada de internação em uma clínica. 

“Ele se tornou agressivo, tem alucinações, ouve vozes  e vê coisas que não existem. Se ele olhar na sua cara e pensar que você quer matá-lo, logo ele pega facas e fica andando com elas para se defender, ou seja, a qualquer instante ele pode te atacar para se defender. Estamos tentando tratá-lo há muito tempo, mas ele não aceita. Já o coloquei em um Centro de Recuperação e, no primeiro dia, o psicólogo disse que não seria possível mantê-lo, pois ele é perigoso por conta da esquizofrenia. Lá, ele começou a dizer que outros acolhidos em tratamento queriam matar ele”, explicou no grupo.

Jaqueline cita que o pior é sentir o abandono e descaso do Caps AD (localizado no Jardim São Bento). Após orientações da Defensoria Pública, a família tenta internação compulsória. É necessário que a equipe do Caps preencha corretamente formulários para o encaminhamento, mas a família sempre 'dá com a cara na porta' e ainda passa por humilhações de certos profissionais, segundo Jaqueline.

“Hoje foi a 3ª ou 4ª vez desse mês que fomos solicitar laudos para entrar com pedido de internação compulsória através da Defensoria. Primeiro pedi para falar com a assistente social do Caps. A moça que atendia me disse que não seria possível. Então eu insisti e disse: ‘moça precisamos de ajuda, pois pra trazer ele aqui (um homem grande) é muito difícil, vim pedir laudos, orientada pela Defensoria e a médica, que mesmo muito educada e simpática, por vezes dificulta em dar o que preciso. Preciso falar com a assistente social’. Foi aí que ela se identificou como assistente”, contou após sair do local no último sábado.

Jaqueline afirma que mesmo explicando toda a situação, a tal assistente que inicialmente não queria se identificar desdenhou. “Ela me disse que somos errados em acolher ele em casa, que devemos deixar ele na rua pra sofrer e aceitar o tratamento. Disse ainda que somos culpados da Polícia e do Bombeiros não prestar socorro quando pedimos. Pois é, eu sempre achei que uma assistente social devia zelar pela vida”.

A tia tem medo do que o sobrinho possa fazer com a mãe idosa (Saiba mais sobre a doença aqui). Ela chegou a citar sobre o caso do esquizofrênico que matou uma criança de colo o ano passado, ao pegá-la do carrinho de bebê e arremessá-la no chão por duas vezes. “Hoje, ele é uma ameaça para ele, para nós e para terceiros. Pode ser que ele passe na rua por você, pelo seu filho que foi a padaria comprar pão e pense que você ou seu filho esteja tramando contra ele e o ataque como fez o esquizofrênico nas Moreninhas”.

(Caso do esquizofrênico que matou uma criança de três anos, em Campo Grande chocou moradores. Foto: Reprodução G1/MS/ TV Morena) 

“Nós não temos mais recursos nem o que tentar. Para não jogá-lo na rua minha mãe arrisca a vida dela. No Caps Ad sempre somos atendidos com pouco caso. Até as orientações médicas são controversas, nessa foto a psiquiatra prescreveu  no dia 10 de julho 2020,  que ele fosse afastado do trabalho por pelo menos 90 dias. Hoje, no laudo que fui pedir para entrar com processo de internação compulsória ela sugere 30 dias. Não sou médica, mas nunca ouvi falar de um dependente químico e ainda esquizofrênico que se recuperou com 30 dias. Ou seja, esse laudo não vai ajudar a conseguir ganhar na Justiça uma internação compulsória”, lamenta.

(Laudo do dia 10 de julho cita 90 dias de tratamento e o de internação diz 30 dias, segundo família. Foto: Arquivo Pessoal)

O caso foi enviado a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) e Secretaria de Assistência Social, e quando houver resposta será anexado no texto. 

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