ESTUPRO
Mulher suspeita de facilitar estupro da própria filha é presa em assentamento

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) cumpriu, na segunda-feira (30/3), mandado de prisão preventiva contra uma mulher. Ela é investigada por ser omissa e facilitar a prática de estupro de vulnerável contra a própria filha, adolescente de 13 anos de idade.
A investigada se encontrava foragida e foi localizada em um assentamento rural no município de Terenos, onde permanecia escondida desde que tomou conhecimento das investigações policiais.
A prisão da genitora é desdobramento das investigações conduzidas pela DEPCA, que resultaram, em 19 de março deste ano, na prisão preventiva do suspeito principal — um homem de 43 anos —, responsabilizado pela prática de estupro de vulnerável contra a adolescente. O inquérito policial foi instaurado a partir de boletim de ocorrência registrado em dezembro de 2025, cujas diligências investigativas revelaram que o suspeito manteve relacionamento abusivo com a vítima entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.
No curso das apurações, a Polícia Civil identificou fortes indícios de que a genitora da vítima não apenas detinha pleno conhecimento do relacionamento abusivo, como o facilitava ativamente: autorizava expressamente que a filha pernoitasse na residência do suspeito, recebia contraprestações financeiras em troca de sua conivência e chegou a manifestar a intenção de prestar informações falsas às autoridades com o intuito de acobertar os fatos criminosos.
Diante da gravidade das condutas apuradas, da necessidade de proteção integral da vítima e da garantia da ordem pública, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da investigada, medida deferida pelo Poder Judiciário. A tentativa de evasão da investigada, ao se refugiar em assentamento no município de Terenos, reforçou a imprescindibilidade da medida cautelar extrema.
Após os procedimentos legais de praxe na sede da DEPCA, a presa será encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. Suas condutas estão sendo apuradas à luz das disposições do Código Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), notadamente no que concerne à facilitação e omissão frente à violência sexual praticada contra criança e adolescente em situação de vulnerabilidade
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