Mulher de 28 anos sofre abalo emocional por ter vídeo íntimo vazado durante o conserto do telefone celular, em uma assistência técnica, em Campo Grande. Ela e uma delegada de polícia alertam que podem haver mais vítimas.
O caso ocorreu no final de janeiro deste ano, em uma loja que fica no Shopping Campo Grande. A investigação é da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande, a DEAM.
Por meio da advogada, a cliente alerta que pode haver mais vítimas. O motivo é que nem todas as pessoas sabem de que existem procedimentos que podem bloquear o acesso à galeria do dispositivo, onde geralmente ficam guardadas fotos e vídeos.
A mesma reflexão vem da delgada, Analu Ferraz, da DEAM. Ela orienta a população sobre medidas de prevenção, especialmente para usuários de iPhone. Destaca que existe uma funcionalidade conhecida como “modo de manutenção” (ou proteção de dados em assistência técnica), que restringe o acesso a arquivos pessoais enquanto o aparelho está sendo manuseado por terceiros.
A advogada da vítima, Amanda Romero, destaca a gravidade da situação e alerta para um problema maior:
''Isso não é apenas um caso isolado. É uma violação de intimidade extremamente grave. Se não tivesse sido percebido, poderia ter sido compartilhado. A naturalidade com que o funcionário agiu preocupa e levanta a possibilidade de outras vítimas''.
O caso
Jovem de 28 anos procurou uma Delegacia de Polícia Civil por ter um vídeo íntimo vazado depois de levar o telefone celular para assistência técnica, dentro de um shopping de Campo Grande. A ocorrência foi registrada e já está sob investigação.
Segundo boletim de ocorrência, a vítima relata que procurou a loja para resolver um problema técnico em seu aparelho celular. Durante o atendimento, o funcionário responsável solicitou autorização para conectar o dispositivo à rede Wi-Fi do estabelecimento, procedimento comum nesse tipo de serviço.
No entanto, enquanto realizava testes e atualizações no aparelho, o técnico teria acessado, sem autorização, a galeria de fotos e vídeos da cliente. Ao encontrar um vídeo íntimo da vítima com seu ex-companheiro, gravado em junho de 2025, ele passou a reproduzir o conteúdo e, simultaneamente, gravá-lo com seu próprio celular.
A jovem percebeu a situação ao notar comportamentos suspeitos e comentários entre funcionários. Ao confrontar o técnico, ele negou a conduta. Mesmo assim, a vítima conseguiu acessar o celular dele, confirmando que o vídeo íntimo havia sido gravado. Ela apagou o conteúdo imediatamente.
Ainda segundo a ocorrência, o gerente da loja foi acionado e, segundo a vítima, outros funcionários presenciaram o ocorrido. A orientação foi para que ela registrasse boletim de ocorrência.
O caso agora é investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), que já solicitou imagens das câmeras de segurança do estabelecimento para apurar os fatos.
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