O cenário encontrado pelas equipes de resgate após a queda de um avião de pequeno porte na região do Aeroporto Santa Maria era de completa destruição. A aeronave ficou totalmente destroçada e os destroços se espalharam por cerca de 20 metros em uma área de mata fechada. Apesar disso, o avião não chegou a explodir durante a queda.
O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (3). Após cerca de três horas de buscas, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram o avião, um Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ, utilizado em operações de táxi aéreo.
No local, um forte cheiro de combustível ainda tomava conta da área, indicando o impacto recente da queda. Entre os destroços, a fuselagem ficou completamente destruída, sem praticamente nenhuma parte da aeronave preservada.
Os corpos das duas vítimas também foram encontrados em meio aos destroços. Devido à violência do impacto, eles ficaram mutilados e com partes espalhadas pela área, o que dificultou a identificação inicial. As vítimas são um homem, apontado como o piloto, Henrique, e uma mulher, cuja identidade ainda não havia sido oficialmente confirmada.
Apesar da destruição da aeronave, um equipamento permaneceu praticamente intacto. A chamada "caixa laranja", utilizada para armazenar informações da aeronave, foi localizada preservada e poderá auxiliar nas investigações sobre as causas do acidente.
As equipes isolaram toda a área para o trabalho da perícia. Até o momento, não foram encontrados documentos que permitissem identificar imediatamente os ocupantes da aeronave.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o avião decolou por volta das 6h40. A principal hipótese é que a aeronave tentava retornar ou realizar um procedimento de pouso no Aeroporto Santa Maria quando caiu. O local do acidente fica a menos de um quilômetro da pista de pouso.
As circunstâncias da queda ainda são desconhecidas e serão investigadas pelos órgãos responsáveis.
Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 estava com a documentação regular, possuía situação normal de aeronavegabilidade e tinha autorização para operar como táxi aéreo. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) era válido até 4 de junho de 2027.
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