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Depoimentos dos envolvidos na morte de empresário ainda são contraditórios, diz polícia

9 Abr 2014 - 18h15Por Mídia Max

Na manhã desta quarta-feira (9), a titular da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), Maria de Lourdes Souza Cano, apresentou quatro dos cinco envolvidos no crime de latrocínio – roubo seguido de morte – do empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos.

 
 

Eles foram identificados como Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos, que trabalha em uma fábrica de refrigerantes na saída para São Paulo, o pedreiro Jeferson dos Santos Souza, de 21 anos, Rafael Diogo, conhecido como “Tartaruga”, empregado de uma lavanderia de hospital, e o funileiro Athaíde Pereira, de 50 anos. Além de uma adolescente de 17 anos, que teve a identificação preservada, conforme prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). 

De acordo com a responsável pela investigação, ainda não foi identificado qual dos envolvidos teria efetuado o disparo de arma de fogo que matou Erlon. “Os depoimentos deles foram colhidos, porém são contraditórios”, fala Maria de Lourdes.
 
Ora os suspeitos apontam um ou outro pelo crime, ora eles dizem que se quer participaram. “Os fatos apontam para um deles, porém estamos juntando provas para confirmar a nova”, alega a delegada que não quis falar sobre o assunto, que ainda está aberto. “Tenho até o dia 15 para concluir”. 
 
FUNILEIRO 
 
Apesar de solto sob fiança, o funileiro foi apresentado à imprensa. No estabelecimento dele foi encontrado o Golf do empresário, que foi pintado de branco. “Ele ainda responde juntamente com os demais, a princípio por receptação, pois o automóvel estava com ele. Além disso, apesar de dizer que não sabe nada sobre o crime, ele mudou a cor do veículo conforme pedido do Thiago, que foi quem levou o carro até lá, e viu quando o rapaz trocou a placa do veículo, um ato que deve ser feito apenas pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito) que deve emitir um lacre”, explica. 
 
A polícia também investiga a procedência da placa, pois acredita que seja clonada, “Ela tinha todas as características de uma verdadeira, até mesmo pertencia a um Golf, de cor branca, e que seria de Ponta Porã”, frisa. 
 
Por outro lado, as investigações se voltam para como os envolvidos tinham acesso a estas placas. Desde ontem, a Justiça já havia concedido a prisão preventiva dos suspeitos e o mandado de busca e apreensão da garota de 17 anos, que mora no bairro São Jorge da Lagoa – região oeste de Campo Grande, onde o corpo foi encontrado.

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