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FRONTEIRA VIOLENTA

Mansão é fuzilada e carros são incendiados em noite de terror

Caia um temporal por Pedro Juan no momento do tiroteio, que durou cerca de 10 minutos e aterrorizou os moradores.

25 Mar 2022 - 09h05Por Campo Grande News

Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, foi palco de mais um episódio cinematográfico da guerras de facções que disputam o poder na região. Segundo o site Campo Grande N|ews, uma residência de alto padrão no Bairro Virgem de Caacupé, que supostamente pertence ao narcotraficante Ederson Salinas Benitez, o Salinas Riguaçu, foi crivada de disparos de fuzil, na noite desta quinta-feira, dia 24 de março.

Informações extraoficiais, são de que o criminoso teria descoberto que seria alvo de um ataque e fugiu do local antes da chegada dos atiradores. Outra hipótese é de que tenha havido um confronto entre grupos rivais e até que havia um casal no local.

Os relatos ainda são desencontradas, mas o fato é que centenas de cápsulas de calibres de fuzil 556 e 762, além de pistola 9 milímetros, ficaram espalhadas pela mansão, bem como cacos de vidro e outros móveis destruídos. Caia um temporal por Pedro Juan no momento do tiroteio, que durou cerca de 10 minutos e aterrorizou os moradores.

Marcas de disparos ficaram por toda a fachada da residência, em uma caminhonete Toyota Hilux e nos vidros blindados na parte superior do sobrado. Quando a polícia chegou no local, os criminosos já haviam fugido. Pouco tempo depois dois veículos também foram incinerados em uma das saídas da cidade. Ainda não há confirmação de feridos e nem mesmo presos após o tiroteio.

Riguaçu 

Apontado como sucessor do narcotraficante brasileiro Sérgio de Arruda Quintiliano Netto, o Minotauro, o paraguaio Ederson Salinas Benítez, chegou a ser preso no dia 19 de janeiro de 2020, por policiais do Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro), em Ponta Porã, durante briga de trânsito. Ele estava  armado com pistola calibre 380. Menos de dois meses depois, no entanto, habeas corpus o colocou em liberdade sob a condição de que ele comparecesse mensalmente em juízo.

Fora da prisão, continuou mantendo o status de traficante poderoso. Sobre ele, recai a fama de ser um dos chefões do tráfico de drogas da região de fronteira e a suspeita de ser o mandante da execução do jornalista Lorenço Veras, em 2020.

 

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