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DESABAFO

Debilitado pelo Mal de Parkinson, Gil Gomes desabafa com Geraldo Luis

24 Mar 2014 - 06h52Por O FUXICO

Neste domingo (23), estreou na Record o Domingo Show, atração comandada por Geraldo Luis na emissora.

Uma entrevista emocionante prendeu o telespectador: Gil Gomes, de 73 anos, contou um pouco de sua vida, sua doença e seu maior arrependimento.

Gil tem Mal de Parkinson e disse que sente muita saudade dos tempos em que conseguia falar mais e que podia trabalhar.

"Eu sinto saudade de falar. Agora sai tudo enrolado."

Durante a conversa com o radialista e repórter, que também fez sua marca no humor brasileiro quando interpretava um dos professores da extinta Escolinha do Barulho, da Record, Gil Gomes falou da quantidade de vezes que teve de noticiar mortes de pessoas comuns, principalmente quando estava no programa Aqui Agora, do SBT.

"Não sei quantas mortes eu narrei. Eu sei que, pelas minhas contas, a polícia esclareceu 600 crimes por conta de informações nossas. Eu estudava a pessoa, aquela pessoa não era só o criminoso, não era a vítima”.

Com o vício em apostas nas corridas de cavalos, Gil confessa ter perdido muito do dinheiro que ganhou enquanto radialista.

"Eu joguei muito. Fui a cassinos, comprei cavalos, fiz tudo que eu quis. Comprometeu a minha vida, mas não acabou com ela. Tive duzentos e cinquenta cavalos.Ganhei muito dinheiro. Tudo isso me comprometeu financeiramente, mas não acabou com a minha vida. Ajudei muita gente. Só não ajudei a mim mesmo. Morava numa casa no Morumbi que tive de me desfazer quando o Aqui Agora acabou. Também vi que o rádio tinha acabado para mim. Então, vendi. Não guardei dinheiro porque achei que não precisava e que não ficaria velho. Aliás, achava que trabalharia até o fim da minha vida".

Seu grande amor:

"Tive muitas mulheres, claro. Foram paixões. O único amor foi minha ex-mulher Eliana".

Sobre o Mal de Parkinson, Gil diz que tudo começou com a morte de seu filho, Guilherme. O jornalista estava no meio de uma das gravações da Escolinha do Barulho, na Record, quando recebeu a notícia de que o rapaz havia falecido. Mesmo assim, ele não parou a gravação e foi até o final.

"Foi a maior tristeza da minha vida. Meu médico acha que o Parkinson veio de um choque inicial que foi a morte do Guilherme por hepatite em 2000. Que é essa tremedeira, e essa voz. Sabe, eu era gago quando era pequeno e agora está voltando".

O único arrependimento de sua vida:

"Quando você vê um jovem criminoso olhar pra câmera e dizer: matei mesmo, matei, matei, matei. Eu queria colaborar com isso, para que não acontecesse mais. Mas falhei. É meu maior arrependimento", afirmou, referindo-se a sempre querer ter se tornado uma lenda em programas policiais.

Quase no final da matéria, Geraldo levou Gil ao local onde há anos foi mantido um dos maiores presídios de São Paulo, o Carandiru. Lá, Gil Gomes desabafou sobre a chacina que aconteceu no local, em 2 de outubro de 1992:

"Foram mais de 300 mortos e não 111. Isso é mentira. Estive aqui no dia seguinte ao massacre. O necrotério era minha segunda casa. Passei lá e em um primeiro momento não me deixaram entrar. Era um dia de eleição e estranhei. Fui ao bar o lado e ouvi um funcionário lamentando. Ele disse: 'Chegaram muitos corpos, mais de 300'. Me assustei ao ver cerca de 300 corpos. Eu comentei isso na viatura e a notícia se espalhou pela imprensa. Nunca ninguém me procurou para contar isso. Fui testemunha. Sabe por que nunca me chamaram? Porque nunca a verdade aparece neste país".

Gil pode rever suas filhas, vindas diretamente de Curitiba, após dois anos longe. A emoção tomou conta de todos, mas o durão e ao mesmo tempo sensível Gil disparou:

“Estou emocionado. Mas não vou chorar”.

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