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Saddam diz que verdadeiro criminoso é Bush

1 Jul 2004 - 08h42
O ex-presidente iraquiano Saddam Hussein compareceu hoje ante um juiz do Tribunal Especial Iraquiano para enfrentar acusações de crimes contra a humanidade. Na sessão, que durou menos de duas horas, Saddam recusou-se a assinar documentos legais apresentados a ele na audiência e afirmou que o criminoso de fato era o presidente americano, George W. Bush.

Vestido com um terno preto e uma camisa branca, sem gravata, Saddam afirmou que os procedimentos não passam de "um teatro para a campanha eleitoral do presidente americano", a quem chamou de "ser abjeto". O ditador deposto em abril repetiu em várias ocasiões: "Eu sou o presidente da República Iraquiana e sou iraquiano".

O julgamento é fechado e detalhes da sessão estão sendo divulgados por militares americanos e jornalistas que tiveram acesso ao local. O ex-ditador enfrenta acusações por crimes contra a humanidade e genocídio. Saddam Hussein e outros 11 membros de seu antigo regime são vinculados a crimes contra os curdos do norte do Iraque, os xiitas do sul do país, assim como contra países vizinhos, segundo fontes do novo Governo iraquiano.

Segundo fontes iraquianas, a primeira sessão do julgamento, foi gravada e será televisionada mais tarde. Quando forem transmitidas as imagens, serão as primeiras do antigo presidente iraquiano desde que foi capturado em dezembro passado nos arredores de sua cidade natal, Tikrit.

Saddam Hussein e seus 11 lugar-tenentes foram postos quarta-feira sob custódia legal do novo Governo provisório iraquiano, embora permaneçam sob vigilância das forças multinacionais. Todos foram detidos nos meses que seguiram à queda do antigo regime, em abril do ano passado.

O responsável administrativo pelo Tribunal Especial, Salem Chalabi, citado hoje pelo canal de televisão árabe Al-Jazira, assegurou que viu ontem Saddam Hussein e lhe comunicou que já não vai ser tratado como prisioneiro de guerra. Segundo Chalabi, o deposto presidente iraquiano parecia nervoso, mas em bom estado de saúde.

Já um dos advogados defensores de Saddam Hussein, o jordaniano Mohammad Rashdan, se queixou desde Amã, que não foi permitido reunir-se até o momento com o ex-presidente do Iraque, nem conhecer o conteúdo dos interrogatórios aos quais foi submetido desde sua captura, segundo emissoras de televisão árabes.

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