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Brasil

Petróleo cai e abre espaço para bolsa subir

16 Ago 2004 - 17h39
O preço do petróleo interrompeu nesta segunda-feira a rotina de recordes sucessivos de alta, dando alívio temporário ao mercado financeiro mundial. Na Bolsa de Valores de São Paulo, a alta foi de 1,69 por cento.

"A questão que estava segurando a nossa bolsa era o (preço do) petróleo e as bolsas norte-americanas. Com a melhora (desse cenário) aqui tem fundamento para ir junto ou até mais", comentou o analista de renda variável da Máxima Asset Management André Querne.

Os contratos futuros de petróleo em Nova York, com entrega em setembro, fecharam a 46,05 dólares o barril, após atingirem novo recorde histórico de alta a 46,91 dólares na negociação eletrônica. A vitória do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em um plebiscito sobre sua permanência no poder teve forte influência na queda do preço da commodity. O indicador norte-americano Dow Jones subiu 1,31 por cento.

"Os números internos estão bem favoráveis, com melhora nos números de inflação, crescimento da indústria e talvez tenhamos tido o melhor segundo trimestre em alguns anos. Tudo isso está influenciando a nossa bolsa", complementou.

O Ibovespa encerrrou a segunda-feira em 21.763 pontos, com forte volume financeiro, de 1,525 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções que movimentou 500,489 milhões de reais.

Apesar disso, o mercado mantém cautela, já que a semana conta com eventos importantes. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) define a taxa básica de juros do país, atualmente em 16 por cento ao ano; vencem os contratos de índice futuro; e o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento da contribuição de servidores inativos.

Como não se espera surpresas no Copom, as atenções do mercado estão focadas principalmente da decisão do STF.

Se a Justiça for contrária à contribuição, a medida será considerada negativa pelo mercado, pois representará uma derrota para a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão contra do STF poderá comprometer a obtenção do superávit fiscal perseguido pelo governo e é uma incógnita para o mercado, que prevê um placar apertado.

"Esse (vencimento de índice futuro) pode utilizar um pouco mais essa incerteza do STF para vazar notícias contraditórias", comentou o gerente de renda variável do Banco Prosper Gustavo Alcântara.

Para Querne, da Máxima, "boa parte dessa perda (do governo no STF) já está precificada. Não é que não vá ter efeito, mas o efeito de um ganho será muito mais positivo do que o de uma perda".

BB DISPARA

As ações do Banco do Brasil subiram 4,99 por cento, para 23,15 reais, e registraram a segunda maior alta do Ibovespa nesta segunda-feira, perdendo somente para as ações da Sabesp, que avançaram 5,1 por cento, mas com a metade do volume financeiro da primeira.

Além da expectativa de fortes resultados na terça-feira, os investidores também repercutiam bem a conclusão, na última sexta-feira, da recompra de grande parte dos bônus de subscrição em circulação no mercado.

"Como o processo de recompra (bônus) foi concluído, sabendo quanto foi a adesão, o mercado ficou mais animado (para comprar as ações do BB)", afirmou um especialista da área de um banco estrangeiro.

Já as preferenciais da Telemar, as mais líquidas do pregão, avançaram 1,77 por cento, para 37,95 reais. (Por Juliana Siqueira)

 

Ultímas Noticias

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