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MS já registra 380 erros médicos; Dourados tem 35

22 Dez 2009 - 17h44Por Dourados Agora


O Estado de Mato Grosso do Sul já registra 380 denúncias de erros médicos nos últimos três anos. Destas, 166 estão sendo investigadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), enquanto o restante (214) são casos particulares em que as famílias acionaram a justiça, estima o presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul, Valdemar Moraes de Souza. Em Dourados são 35 casos particulares investigados pela Justiça.

Segundo Valdemar, a cidade lidera o ranking de denúncias no sul do Estado, seguido por naviraí. Por esta razão a Associação de Vítimas pretende criar uma representação e escritório em Dourados no segundo bimestre de 2010. "O objetivo é informar os pacientes, e fazê-los procurar seus direitos", conta.

Dentre os erros mais registrados ele destaca denúncias no setor de pediatria. "São partos que acabaram deixando sequelas na criança por algum tipo de procedimento fora do planejado no pré natal", explica.

Todas as denúncias que chegam até a Associação, são encaminhadas para o Ministério Público Estadual, Federal, Ordem dos Advogados do Brasil e Conselho Regional de Medicina. São pedidos de indenização por danos morais, materiais, suspensão de atividade e cassação.
Segundo Valdemar, entrave no setor acaba sendo a lentidão no desenrolar dos processos judiciais. Para se ter uma idéia, nos últimos três anos nenhuma família indenizada. "Os processos estão na Justiça, transcorrendo normalmente. A previsão é de que cada um demore de 5 a 10 anos para ser finalizado", estima.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina, Antônio Carlos Bilo, as ações fiscalizadoras estão inibindo o número de denúncias. Conforme ele, em 2007 foram 150 denúncias contra 181 em 2008 e 166 em 2009.

Segundo ele, o CRM tem três autarquias básicas, que é a de fiscalização do exercício profissional, cartorial, judicante, que é a abertura de sindicância contra médicos denunciados. Nestes casos, ele explica que o processo passa por várias etapas como a Instrução, em que são ouvidos denunciantes, denunciados e as respectivas testemunhas arroladas; relatório, revisão e julgamento. Nos três últimos anos, três médicos foram cassados.

CASOS
A polêmica em torno deste assunto ganhou maior repercussão no Estado neste mês de dezembro, depois do registro de dois casos em Campo Grande. As denúncias foram mostradas pelo site Campo Grande News. No último dia 19, a doméstica Celina Antônio Malheiro, de 44 anos, descobriu que um instrumento metálico, espécie de guia, foi deixado dentro dela, depois de ser submetida a um intracarth, procedimento cirúrgico para injetar soro diretamente na veia pelo pescoço.

No último dia 3 um pedaço de cateter que foi deixado dentro do coração de um bebê foi retirado. Os médicos colocaram o instrumento para salvar a vida do bebê, que apresentava problemas cardíacos. Em duas semanas, o menino se recuperou e recebeu alta. Mas um raio X revelou que ele tinha um pedaço do material dentro do coração, que teria sido esquecido pelos médicos. Ambos os casos estão sendo investigados pelo Conselho e Ministério Público Estadual.

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