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MS é 3º estado com maior variação mensal no custo de obra

10 Set 2010 - 06h10Por Diário MS
O Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa apresentou variação de 0,59% no mês de agosto em Mato Grosso do Sul. O índice é o terceiro maior do Brasil, ficando abaixo apenas do Amazonas (2,41) e do Espírito Santo (2,28) e quase o dobro do nacional que ficou em 0,31%.
Já a variação no ano é a 6ª maior do País, com 7,59%. Em 12 meses a variação do Estado foi de 8,86%. O preço do metro quadrado em Mato Grosso do Sul ficou em R$ 741,96 por metro quadrado, de acordo com levantamento do IBGE.

 

Para os empresários que trabalham com a construção civil no Estado, este preço já não faz parte da realidade há muito tempo. “Em MS temos um dos preços mais altos do País. Seguimos a tabela do Sinduscon-MS [Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul], que está mais perto da nossa realidade”, afirma o gerente de uma loja de material de construção em Dourados, Renato Christófano.

De acordo com os dados do Sinduscon, o custo do metro quadrado no Estado para a construção de uma residência unifamiliar de padrão baixo é de R$ 786,98. No padrão normal, a mesma construção sobe para R$ 886,87 por metro quadrado. Já no padrão alto o valor é de R$ 1.143,23/m². Os dados são do mês de julho, último levantamento.

Dentre as causas apontadas para o aumento no custo da construção no Estado está, principalmente, a mão-de-obra. “O material subiu, principalmente, o cimento que teve um aumento considerável por causa da falta do produto no último mês, mas a mão-de-obra e o preço dos terrenos com certeza são os principais responsáveis pelo alto custo das construções”, afirma o gerente de uma loja de material de construção em Dourados, José Luis da Silva.

Para Christófano, o aumento dos preços da telha e do tijolo também foi considerável este ano. “No último mês não sentimos grande diferença nos preços dos materiais em geral, mas o tijolo e a telha já subiram de 10% a 12% este ano. Já a mão-de-obra subiu uns 15% em 2010, bem mais que o material no geral, que deve ter aumentado em cerca de 5% neste período”, afirma.
O aumento no custo da mão-de-obra é conseqüência, principalmente, da falta de profissionais qualificados para o serviço na cidade.

ÍNDICE NACIONAL

O Índice Nacional da Construção Civil apresentou variação de 0,31% em agosto e ficou 0,43% abaixo da taxa registrada em julho (0,74%). Comparado com agosto de 2009 (0,20%), o índice atual foi superior. De janeiro a agosto, o acumulado foi de 5,43%, acima dos 4,37% observados no mesmo período de 2009. Considerando os últimos doze meses, a variação foi de 6,92%, um pouco acima dos doze meses imediatamente anteriores (6,79%).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de R$ 752,86 (julho) para R$ 755,21 (agosto), sendo R$ 426,31 relativos aos gastos com materiais e R$ 328,90 com a mão-de-obra.

No Brasil, a parcela dos materiais subiu 0,39%, abaixo da taxa de julho (0,49%). Já a mão-de-obra teve redução no ritmo de crescimento bem mais acentuada, com variação de 0,21%, depois do índice de 1,06% de julho.

No ano, a alta dos materiais fechou em 3,31%, acima dos 2,91% do mesmo período do ano passado. A mão-de-obra, neste mesmo período, com taxa de 8,30%, também foi superior à taxa registrada de janeiro a agosto de 2009 (6,42%). Nos últimos doze meses os acumulados foram de 4,70% (materiais) e 9,93% (mão-de-obra).

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