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Brasil

Minério do Estado valoriza 55% no exterior

22 Set 2006 - 14h14
Com a voracidade do mercado externo por minério de ferro, o produto bruto exportado por Mato Grosso do Sul teve valorização de 55% no mercado internacional, em um ano, conforme revelam os dados da balança comercial. A perspectiva é que a valorização continue crescente, por se tratar de reserva finita no mundo, mas o grande passo a ser dado, incentivado pelo governo e que poderia dinamizar a economia do Estado, é a industrialização do produto.
De janeiro a agosto deste ano, Mato Grosso do Sul exportou US$ 61,6 milhões em minérios de ferro, aumento de 79,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O grande incremento, porém, foi no valor médio da tonelada exportada, que de US$ 22,38 passou a US$ 34,67.
O volume comprado por outros países passou de 1,5 milhão de tonelada a 1,7 milhão. Das compras de minério feitas de Mato Grosso do Sul por outros Países, 78% têm como destino a Argentina, 13,47% a Bélgica e 8,11% o Paraguai.
Nos oito primeiros meses deste ano o Brasil exportou US$ 3,67 bilhões em minério de ferro, totalizando 130 milhões de toneladas. O principal Estado exportador foi Minas Gerais (US$ 2,3 bilhões) e teve como principal comprador a China (US$ 1 bilhão).
A balança comercial de Mato Grosso do Sul continua sendo chefiada, à distância, pela soja, que totalizou negócios de US$ 208,9 milhões de janeiro a agosto deste ano. Mas o grão se apresentou bem menos firme, apresentando, ao contrário dos minérios, desvalorização de 7,3%, saindo de uma média de US$ 239,15 pagos por tonelada em 2005 a US$ 221,88 desta vez.
O secretário executivo do Ciems (Centro das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Aldo Barrigossi, ressalta que Mato Grosso é privilegiado por possuir, em abundância, minérios, mas pondera que o recurso é finito e que é preciso aproveitá-lo melhor, agregando valor, atraindo indústrias transformadoras e gerando emprego dentro do próprio Estado. O governo também tem incentivado o processo. Hoje, devido à Lei Kandir, o produto bruto é isento de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço), nas exportações, ou seja, o Estado não obtém nada em imposto. Industrializado, passaria a recolher impostos.
Neste sentido, o governo já escriturou doação de 250 hectares ao grupo EBX, que pretende investir US$ 150 milhões, em cinco anos, para instalação de siderurgia em Corumbá. A proposta é produzir 400 mil toneladas de ferro e aço por ano.

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