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Brasil

Meta de MS é ser área livre de aftosa sem vacinação

4 Out 2006 - 17h58
A exemplo de Santa Catarina, que em fevereiro do próximo ano deve encaminhar à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) um pedido para que o rebanho daquele Estado seja reconhecido como área livre da febre aftosa ‘sem vacinação’, o secretário de Produção e Turismo e responsável pela Agência de Defesa Sanitária do Estado (Iagro), João Cavalléro, defende que Mato Grosso do Sul deve caminhar no mesmo sentido, ainda que em médio prazo. O fim da vacinação contra febre aftosa, segundo ele, significa a conquista de mercados mais competitivos, a exemplo do Japão e Estados Unidos.

Profundo conhecedor do assunto – Cavalléro é médico veterinário pós-graduado em Doenças Infecto-contagiosas e já ocupou funções de destaque como diretor do Departamento de Defesa Animal do Ministério da Agricultura, em Brasília; e também foi vice-presidente da OIE para as Américas e Delegado do Brasil junto a OIE – João Cavalléro aponta que a mudança é necessária e sem volta.

“O ideal seria que as entidades de classe e os produtores, principalmente, compreendessem no que reflete o fim da vacinação contra a aftosa. Os países de primeiro mundo não vacinam seus rebanhos, já exterminaram a doença há anos e em breve estarão exigindo isso dos países exportadores”, justifica.

Embora defensor dessa mudança, ele reconhece que o momento é de recuperação do mercado comercial. “O primeiro passo está no restabelecimento do status de área livre da febre aftosa com vacinação em Mato Grosso do Sul, aliado a medidas estruturantes que permitam que toda a América Latina caminhe junta nesse sentido”, defende ele, referindo-se à pauta conjunta entre o Estado e o Paraguai, onde ficou definido itens que serão implementados, como o geoprocessamento da região para mapear as propriedades e cadastrar o rebanho, identificação diferenciada do gado de fronteira, ação conjunta no controle do trânsito de animais, vacinação conjunta e assistida por um técnico credenciado pelos órgãos competentes e criação de um banco de dados com acesso franqueado aos dois países.

SOROLOGIA

A Iagro recebeu hoje, em primeira mão, o resultado da coleta de soro sangüíneo realizada no mês de maio em animais dos municípios localizados fora da área de risco sanitário (Eldorado, Mundo Novo e Japorã). Conforme João Cavalléro, a sorologia feita no restante do Estado é uma exigência do Mapa, com base nas normas da OIE, e visa mostrar que não houve ‘scap viral’, ou seja, que o vírus permaneceu restrito na área de risco.

Conforme os dados do Ministério da Agricultura, das 11.568 coletas feitas em animais de 68 municípios (315 UPA) apenas 0,4% deram reagentes, ou apenas 50 animais (34 UPA). Ainda conforme Cavalléro, para garantir que não há nesses animais nem mesmo circulação viral, os técnicos da Iagro devem se dirigir às propriedades onde houve animais reagentes e fazer uma re-coleta de material sangüíneo.

Aliado a esse trabalho, João também confirmou que já no próximo dia 16 deve dar início à nova sorologia na área de risco, passo mais importante no sentido de finalmente recuperar o status sanitário do Estado. “Só conseguimos esse resultado devido às parcerias. Isso demonstra que os produtores, as entidades de classe, a Superintendência Federal da Agricultura, Famasul (Federação da Agricultura do Estado) e a Iagro fez a sua parte", finaliza.
 
 
 
Agência Popular

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