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Brasil

Jornalista critica programação das TVs sul americanas

24 Set 2004 - 17h43
O jornalista Beto Almeida, âncora da TV Senado, afirmou na tarde desta sexta-feira (24/9), durante o seminário “Televisão e Democracia na América do Sul”, que os países sul-americanos não poderão se considerar soberanos sob os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais, enquanto 85% das mensagens exibidas pelas suas redes de televisão, sejam informações, imagens e ou sons, vierem de um único país, os Estados Unidos (EUA).

“É uma ditadura audiovisual que os EUA nos impõe. E, pior que isso, é uma ditadura com um conteúdo de quinta categoria, marcado pelo embrutecimento das mensagens e pela banalização da violência e do sexo. Uma prova disso, é que a maior emissora de televisão comercial do País, a Globo, coloca em sua grade de programação 120 filmes americanos por mês e apenas dez filmes nacionais por ano”, salientou.

Segundo Beto Almeida, essa ditadura audiovisual imposta pelos Estados Unidos aos países sul-americanos, ganha no Brasil um contexto ainda mais preocupante em relação aos seus co-irmãos, porque o percentual de alcance de outras fontes de informação é muito pequeno no país.

“No Brasil, por exemplo, um estudo da ONU (Organização das Nações Unidas), indica que para cada grupo de mil pessoas são lidos apenas 27 jornais. Na Bolívia, que é um país com indicadores econômicos e sociais piores que os nossos, essa média é de 29 jornais para cada mil pessoas. Ou seja, o Brasil é um país que não lê e nesse contexto a televisão ganha uma importância ainda maior, como ferramenta de formação cultural. Mas no nosso caso esse instrumento está sendo usado para promover a indigência cultural, para acabar com nossa cultura e substituí-la por outra, a dos EUA”, explicou.

Na avaliação do âncora da TV Senado, a única forma de mudar esse quadro, seria com a criação pelos governos sul-americanos de políticas públicas para a televisão, normatizando o segmento. “Esse é um momento muito propício para isso. Em vários países sul-americanos a população já demonstrou a vontade de mudança, com, por exemplo, a eleição de Lula no Brasil, de Kirchner na Argentina e a manutenção de Hugo Chávez na presidência da Venezuela. Com isso, a massa mostra que quer mudar, e para realizar essa mudança essas lideranças vão ter que criar políticas públicas, porque o atual modelo das TVs, que é puramente comercial, não vai aceitar essas mudanças”.
 
 
Agência Popular

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