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ECONOMIA

Falta de capital humano e infraestrutura freiam Brasil

12 Jun 2010 - 05h49Por Terra

O Brasil pode estar crescendo num ritmo chinês, mas não é a China. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta semana, dizendo que o crescimento exuberante é merecido, mas nem mesmo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acha que o País pode sustentar tal expansão nos próximos trimestres.

Políticas econômicas sólidas têm tornado o País um ímã para investimentos, mas agora a maior economia da América Latina se depara com velhos problemas: a crônica falta de infraestrutura e de capital humano.

O Brasil não possui infraestrutura e capacidade fabril para sustentar essas taxas de crescimento sem alimentar inflação, dizem analistas.

O País também carece de uma força de trabalho maciça e altamente qualificada e do tamanho dos investimentos em infraestrutura e bens de capital que vêm permitindo à China segurar taxas de crescimento de dois dígitos.

"Temos um claro gargalo e nosso dia a dia é uma evidência disso", disse o estrategista-chefe do WestLB para Brasil, Roberto Padovani. "É difícil achar mão de obra, você não tem ruas nem estradas suficientes, você vê que os aeroportos estão um caos."

O investimento, medida dos gastos públicos e privados em capital e formação de estoques, está atualmente em 18% do PIB, mas esse percentual é menor que o da China, ao redor de 40%, afirmou Marcelo Carvalho, economista-chefe do Morgan Stanley para Brasil.

O país asiático investe cerca de 16% do PIB em infraestrutura, contrastando com a taxa de apenas 2% do Brasil, acrescentou.

"Se você não investe o suficiente, você não está expandindo o lado da oferta da economia rápido o suficiente para atender a forte demanda. Quando a demanda está crescendo mais rápido que a oferta, há pressões inflacionárias", disse Carvalho.

No primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira registrou o maior crescimento em pelo menos 14 anos, saltando 9% na comparação anual. O número ficou um pouco abaixo da China, que avançou 11,9% no mesmo período.

O dado deu outro impulso de confiança ao governo, que vai enfrentar em outubro uma eleição disputada com o PSDB. Lula citou um "momento de ouro" para o Brasil, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que isso é a prova de que a estratégia anticrise do governo foi correta.

Mas para outros, o forte crescimento do Brasil acende uma luz vermelha: a inflação.

Benção versus maldição
Economistas dizem que a maior economia da América Latina pode crescer somente entre 4% e 5% antes de começar a alimentar a inflação e afetar a conta corrente, medida mais ampla das operações externas do País.

Com a expectativa de que a economia avance entre 6% e 8% neste ano, claramente o País está crescendo acima do seu potencial.

Num sinal de que a economia está se aproximando do nível máximo de capacidade, a taxa de desemprego recuou em abril ao menor nível para o mês desde 2002, início da série histórica.

A combinação de oferta pressionada e demanda aquecida fez as importações crescerem mais rápido que as exportações, ampliando o déficit na conta corrente. O uso da capacidade instalada na indústria também já alcançou níveis pré-crise em abril.

"A produção atual está cerca de 1,7% acima do potencial, confirmando que o gap está agora negativo, e isso significa que as pressões inflacionárias estão se acumulando", avaliou o Standard Chartered em relatório publicado na quinta-feira.

A inflação desacelerou em maio, mas os preços ainda indicam que as pressões continuam fortes.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na quarta-feira que o Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,43% em maio, após alta de 0,57% em abril. Mas, segundo cálculos de economistas, a média dos três núcleos do índice subiu 0,59%, ante 0,45% em abril.

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