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Construção civil brasileira vive boa fase e crescerá 8,6% em 2011

O setor brasileiro de construção civil vive boa fase depois da crise mundial

22 Mar 2011 - 05h48Por Terra

O setor brasileiro de construção civil vive boa fase depois da crise mundial, e para este ano prevê um crescimento de 8,6%, afirmou nesta segunda-feira a diretora da Feicon (Feira Internacional da Construção), Liliane Bortoluci.

A aposta do Governo pela expansão de programas de moradia popular, o maior poder aquisitivo das classes populares e a realização de eventos esportivos de grande envergadura, impulsionam o "dinamismo do setor", disse o responsável da Feicon à Agência Efe.

"Houve uma melhora no poder aquisitivo das classes baixa e média e com esta ascensão social aumenta também a demanda de casas, apartamentos, lugares de recriação, hotéis, restaurantes. É tudo um ciclo", apontou a diretora da feira.

Com a criação do programa "Minha casa, minha vida", o Governo brasileiro concedeu uma série de benefícios fiscais para as construtoras e consumidores, a fim de suprir o atual déficit de seis milhões de residências.

Segundo Bortoluci, essa "ebulição" do setor impulsionará um crescimento superior em três pontos percentuais ao do Produto Interno Bruto (PIB) do país previsto para este ano, que é calculado em 5,6%.

A partir de 2011, destacou a executiva, o setor "aumentará ainda mais seu crescimento", com as obras para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

O Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (Eximbank), por exemplo, concederá empréstimos por um valor inicial de US$ 1 bilhão às empresas que farão as obras para ambos os eventos, anunciou o presidente da entidade, Fred Hochberg, nesta segunda-feira.

Em matéria de fusões e aquisições, Bortoluci declarou que para 2011 a construção no Brasil continuará com "uma série de movimentos positivos, pois ninguém pode negar o atrativo que resulta o setor no mercado de capitais".

No ano de 2010, a construtora PDG Realty chegou a um acordo para adquirir as ações da também brasileira Agré, que era controlada pelo grupo Veremonte, do empresário espanhol Enrique Bañuelos, a fim de criar a maior empresa do setor imobiliário do Brasil.

Durante a Feicon, que reuniu expositores e compradores de 20 países, a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhaes, destacou o "auge" do setor, mas advertiu sobre a necessidade de um aumento da produtividade e da capacitação para melhorar a qualidade da mão-de-obra.

O bom momento do setor no país, de acordo com a diretora da feira, se traduziu no aumento da oferta das empresas estrangeiras com produtos "ecologicamente corretos" para o setor e em sua preocupação "com o desenvolvimento sustentável".

"O aumento da presença estrangeira foi de 15%, com países como a Turquia que participou pela primeira vez e de outros, como Portugal e França", ressaltou Bortoluci.  

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