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Brasileiro trabalha menos que chinês e europeu do Leste

18 Out 2004 - 15h49

O Brasil é um país menos atraente para investimentos estrangeiros do que a China e nações do Leste Europeu e, conseqüentemente, pode perder negócios para essas regiões no futuro próximo.

Essa conclusão é da consultoria alemã Roland Berger, que divulgou nesta segunda-feira o relatório O Crescimento da China e a Ampliação da União Européia - Conseqüências para o Brasil.

No estudo, os consultores afirmam que os brasileiros trabalham menos horas por ano (1.869 horas/ano) do que os chineses e os trabalhadores de vários países do Leste Europeu.

Os húngaros, por exemplo, recordistas em horas de trabalho na região, trabalham nada menos do que 2.012 horas por ano.

Na China, a média é um pouco mais baixa: 1.958 horas por ano, ou seja, mais de cem horas por ano a mais que o Brasil.

Na Polônia, a média de trabalho fica em 1.901 horas por ano, segundo o estudo.

Outro fator que faria da China e do Leste Europeu mercados mais atraentes aos olhos dos investidores internacionais é o preço da mão-de-obra: o trabalhador brasileiro é mais caro do que o chinês e o do Leste Europeu.

Motivação

Na comparação direta, a mão-de-obra no Brasil é três vezes mais cara do que a da China.

A mão-de-obra brasileira sai a US$ 3,19 por hora, de acordo com a Roland Berger, enquanto o trabalhador chinês custa, em média, US$ 1,04. A média paga nos países do Leste Europeu fica em US$ 2,76, mas em alguns países é bem mais baixa. Na Romênia, o custo não passa de US$ 0,94 por hora.

O Brasil também fica atrás no quesito motivação. O estudo afirma ainda que os trabalhadores chineses e do Leste Europeu são mais motivados do que os brasileiros.

A Roland Berger destaca ainda que a China e o Leste Europeu têm uma grande oferta de mão-de-obra de alto nível. Por exemplo, de cientistas, matemáticos e engenheiros.

No entanto, o relatório da consultoria alemã não traz apenas más notícias para o Brasil.

Se por um lado o país é visto como destino menos atraente para investimentos estrangeiros, por outro pode se beneficiar do crescimento dos concorrentes para aumentar suas exportações.

Aumentos

O documento destaca, por exemplo, que o país quadruplicou as suas exportações para a China nos últimos quatro anos.

Já o Leste Europeu ainda é um alvo pouco explorado pelos exportadores brasileiros, mostra o levantamento.

Além disso, as taxas de crescimento econômico da América Latina continuam acima das registradas nos países do chamado Primeiro Mundo.

Ainda como oportunidades, a consultoria diz que o Brasil pode reduzir a sua dependência do mercado regional e ampliar a participação no mercado global.

Segundo o relatório, a participação das exportações no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ainda é pequena, em comparação com os vizinhos. A fatia brasileira é de 16,9%, menor do que a da Argentina (25%), a do México (28,4%) e a do Chile (36,4%).

 

 

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