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Avicultores da região de Dourados reivindicam melhorias

23 Ago 2004 - 10h46

Os avicultores da região de Dourados já podem ter novas perspectivas em relação à remuneração e condições de trabalho para sua produção. A atual situação da atividade foi discutida ontem (quinta-feira,19), em Dourados, numa reunião com representantes dos sindicatos e associações da região, da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato grosso do Sul), Seprotur (Secretaria de Produção e Turismo) e Avipal, uma das principais indústrias da região.

 

Entre os principais problemas apresentados estavam a baixa remuneração ao produtor, que não tem sido suficiente para cobrir os custos de produção, e a disparidade entre os números de lotes produzidos e de parcelas que o produtor deve pagar nos contratos de financiamento. Laurindo Petelinkar, consultor técnico da Famasul, que representou a entidade na reunião, explica que o intervalo determinado pela indústria, entre um lote (produção) e outro, tem sido muito grande, o que prejudica o produtor, que vende menos e não consegue quitar as dívidas do investimento inicial.

 

O Brasil produz cerca de 7,5 milhões de toneladas de carne de frango, gerando US$ 12 bilhões por ano. De acordo com a Câmara Setorial da Avicultura e Estrutiocultura, Mato Grosso do Sul é o sexto Estado brasileiro na produção de aves, com seis indústrias processadoras.

 

Apesar desse panorama bastante otimista, os criadores da região de Dourados enfrentam uma situação preocupante. Dos 400 aviários da região, 100 estão fechados ou desativados. Muitos estão sendo vendidos para produtores de outras regiões, por causa  do regime de trabalho inadequado e baixa remuneração.

 

Para Cláudio Pradella, presidente da Comissão da pequena propriedade da Famasul e presidente do sindicato rural de Douradina, o pequeno produtor encontra muita dificuldade para permanecer na atividade. Para cobrir os custo e manter o negócio, se vê obrigado a usar recursos de atividades paralelas. “A situação é lamentável. Nossa produção vai para o mundo todo, mas nós estamos passando necessidade, com uma remuneração de R$0,04, R$0,08, por frango. Nós não podíamos ter deixado chegar a esse ponto”, alerta.

 

Reivindicação

Segundo Laurindo, durante a reunião, os representantes da diretoria da Avipal, se comprometeram em analisar e responder  de forma urgente aos pedidos do setor. Os pleitos serão encaminhados à sede da indústria em Porto Alegre e a previsão é que já em outubro, haja a diminuição dos intervalos de compra entre os lotes e aumento na remuneração do capital e do trabalho do produtor.

 

Outras reivindicações da classe, levantadas ontem, serão encaminhadas à Câmara setorial da Avicultura. A primeira diz respeito à necessidade de subsídios e incentivos fiscais, como a isenção parcial do ICMS, que já é realidade na pecuária e na suinocultura. A outra é um apedido de subsídios em relação À energia elétrica, um dos gastos mais altos que o avicultor possui no processo. 

 

 

 

Famasul

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