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Artesão transforma pó de cerra em peças artesanais

20 Out 2006 - 09h36

Nas mãos do artesão Romilton Silva, o pó de cerra vira lindas peças decorativas, como porta retratos, porta canetas, pratos, bugras, máscaras, incensários, entre outras peças. Romilton é artesão há mais de 20 anos, desde que começou a trabalhar já experimentou várias matérias-primas, mas foi com o pó de cerra que as peças passaram a ser conhecidas. “Inicialmente trabalhava com peças decorativas, mas resolvi adotar uma identidade regional para agregar maior valor cultural aos objetos”, afirma.

 

Segundo o artesão, o processo de produção demora em média dois dias, dependendo do tamanho da peça que será confeccionada. “As peças decorativas são mais fáceis de serem trabalhadas, por isso, são produzidas mais rapidamente”, comenta. Para dar forma aos objetos, Romilton utiliza blocos feitos de pó de cerra, cola de madeira e gesso. “Pego todos os materiais, misturo tudo e faço uma massa, depois monto os blocos, que depois de secos são esculpidos, lixados e tingidos com anilina, própria para madeira”, explica.

 

Todas as ferramentas utilizadas para dar forma às peças, foram confeccionadas pelo próprio artesão. “Eu tive que adaptar as ferramentas. Trabalho com faca, estilete e colher, é tudo adaptado para dar um acabamento bom para o trabalho”. A varanda da casa é o local que o artesão escolheu para produzir as peças. Depois de prontas, as peças vão para a estante da sala, onde ficam expostas, e também para vários pontos de venda na cidade.

 

O artista produz cerca de 50 peças por mês, com isso, consegue ganhar em média cinco salários mínimos por mês. A atividade é a principal fonte de renda da família. Em Campo Grande, as peças podem ser encontradas na Casa do Artesão, no quiosque do Aeroporto, Primeiro Traço no Shopping, e no quiosque da Arte na Praça do Rádio Clube. As peças já foram vendidas para o Japão e para a Itália.     

 

Romilton é filiado à Associação de Artesanato de Mato Grosso do Sul (Artems), junto com a entidade, já participou de várias feiras nacionais, como a “Mão de Minas”, por exemplo. “A participação nessas feiras é importante, porque, além de vender, conseguimos divulgar o nosso trabalho”.

 

Desde a infância o artesão gostava de esculpir peças, e com o passar do tempo à experiência fez com que o trabalho fosse melhorando. “Desenvolvi novas técnicas e o resultado pode ser visto em cada peça que faço. Hoje, olho as primeiras peças e não sei como as vendia, porque melhorei muito a qualidade, principalmente o acabamento”.
 
 
 
Fátima News

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