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Brasil

Árbitro da final já se escondeu em vestiário do Corinthians

5 Mai 2011 - 17h17Por Folha

O árbitro escolhido por sorteio para apitar o primeiro jogo da final entre Corinthians e Santos, domingo, no Pacaembu, já teve que se esconder no vestiário corintiano depois de uma invasão de torcedores santistas no gramado em confronto na Vila Belmiro, em jogo repetido do Campeonato Brasileiro de 2005..

Há pouco mais de cinco anos, Cleber Wellington Abade apitou o confronto entre as duas equipes, no jogo que ficou marcado depois do escândalo da arbitragem que acabou suspendendo 11 partidas do Nacional daquele ano por conta de combinações de resultados que envolvia o então juiz Edilson Pereira de Carvalho.

HISTÓRICO

O clássico de outubro de 2005, que deveria ser passado a limpo por causa do escândalo do apito, terminou em confusão e tentativa de agressão à arbitragem. O caos tomou conta das ruas em volta da Vila Belmiro, com brigas entre a PM e torcedores.

 

  Fernando Santos - 13.out.05/Folhapress  
O árbitro Cleber Wellington Abade é escoltado por policiais na Vila Belmiro após torcedores invadirem o campo
O árbitro Cleber Wellington Abade é escoltado por policiais na Vila Belmiro após torcedores invadirem o campo

Revoltada com Abade, a torcida do time da casa invadiu o gramado quando começaram os acréscimos e o Corinthians vencia por 3 a 2.

O árbitro deu a partida por encerrada sem que fossem jogados pelo menos três minutos de acréscimo.

O estopim da revolta foi um pênalti dado pelo juiz, de Zé Elias em Nilmar, aos 39min da etapa final. O corintiano foi empurrado pelo rival. Os santistas se irritaram.

Após três minutos, Carlos Alberto cobrou e virou para o Corinthians, que chegou a estar perdendo por 1 a 0 e 2 a 1.

O placar decretava o fim de um jejum de quatro anos do clube da capital diante do adversário, além da conquista de três pontos referentes a um jogo que havia perdido por 4 a 2. A primeira partida foi anulada, como outras dez apitadas por Edilson Pereira de Carvalho, pivô do esquema de armação de resultados ligado a apostas.

A revolta santista explodiu aos 46min, pouco depois de Giovanni demonstrar sua irritação, dando um chutão na bola para o alto. Os santistas chegou a chamar Abade de "Edilson" (Pereira de Carvalho), juiz que confessou ter vendido resultados de jogos.

Torcedores santistas invadiram o campo. A PM demorou a controlar a situação, e os jogadores foram para o vestiário.

Abade esperou cerca de 15 minutos para dar seu parecer. "Encerrei o jogo por agressão à arbitragem", disse o árbitro na época

No total, 17 pessoas foram presas. Houve nove feridos, entre eles três policiais.

Segundo publicou a coluna Painel FC, de 16 de outubro, corintianos relataram medo no olhar dos policiais que enfrentaram a fúria da torcida santista, mas que terror maior só viram no árbitro Cleber Wellington Abade, que "se abrigou no vestiário do time por muito tempo, antes que todos pudessem deixar o estádio".

Por conta da confusão, a Vila Belmiro acabou sendo interditada.

A atuação de Abade naquele dia recebeu elogios até de Marcelo Portugal Gouvêa, então presidente do São Paulo. "O Corinthians não foi favorecido em hipótese nenhuma", disse, na ocasião, o dirigente.

O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Edson Resende, também absolveu o árbitro da confusão.

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