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GRANDE DOURADOS

Agricultura familiar teve melhora qualitativa na Grande Dourados

3 Dez 2009 - 08h14Por Fátima News, com Assessoria

Projeto apresenta os primeiros avanços na produção em 12 municípios na região

 

 

O trabalho está apenas no começo, menos de um ano e cerca de 150 famílias de produtores rurais que trabalham com hortaliças, fruticultura, urucum, farinha de mandioca, entre outros cultivos, em Mato Grosso do Sul, estão agregando valor ao que produzem. Um dos principais motivos é a conversão da produção convencional para o sistema agroecológico na região da Grande Dourados. O resultado deste trabalho foi divulgado na noite da última terça-feira, 1º de dezembro, durante o Encontro dos Municípios, promovido pelo Sebrae, no Centro de Eventos da Unigran, em Dourados.

 

O evento contou com a presença do vice-governador, Murilo Zauith, da secretária de produção Tereza Cristina Correa da Costa, dos prefeitos de Douradina, Darci Freire, de Glória de Dourados, Arceno Athas Junior, de Ivinhema, Renato Camara, de Dourados, Ary Artuzi, representantes das demais prefeituras da região, de entidades do estado, universidades e da diretoria e conselheiros do Sebrae/MS, além de produtores rurais.

 

No início das apresentações, o diretor do Sebrae, Claudio Mendonça, a coordenadora nacional do projeto Território da Cidadania Maísa de Holanda Feitosa, do Sebrae Nacional, Celso Arruda, do MDA e o consultor do projeto Carlos Di Camilo falaram dos primeiros avanços do projeto na região. “Os resultados são qualitativos. Os produtores já participaram de 126 ações, como treinamentos, caravanas de negócios, missões técnicas nacionais, visitas em feiras do setor, consultorias tecnológicas, dias de campo e reuniões”, disse Mendonça.

 

Segundo ele, o foco do trabalho é que o produtor seja empreendedor da sua terra. “Ele tem de saber o que tem de entrada e saída em seu caixa, o que está gastando. Isso é essencial, mas dificilmente alguém do grupo fazia este controle. Já conseguimos desenvolver novas tecnologias no processo produtivo de hortaliças e frutas, agregar valor aos produtos, convertendo ao agroecológico e planejar os custos de produção, levando os produtores a terem uma visão empresarial da atividade”, diz.

 

Outro aspecto que obteve melhora foi quanto à comercialização. Em quatro reuniões com redes de supermercados o grupo já conseguiu vender seus produtos e há boas perspectivas com relação ao fornecimento ao Ceasa. “A demanda é grande por estes produtos e há mercado para os pequenos produtores. O Ceasa hoje importa de outros estados a maior parte das hortaliças que vende”, diz Celso Arruda, do MDA .

 

No Encontro o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS, Luiz Claudio Sabedotti  Fornari destacou: “o melhor é o que fazemos aqui”, ressaltando a importância da valorização da produtividade nestas pequenas propriedades rurais.

 

Na avaliação da secretária de produção, Tereza Cristina, "o produtor sabe muito bem fazer o seu papel dentro da porteira, porém da porteira pra fora é que está nossa fragilidade. A implantação desse programa de gestão é o que faltava para organizar e completar esse processo. Com a capacitação estamos formando agentes de comercialização”.

 

Certificação e perspectivas para 2010

 

Além de aprender sobre gestão, eles também puderam aprender novas técnicas de manejo de produção, plantio, e colheitas na agricultura familiar. O projeto também proporcionou uma aproximação dos agricultores familiares com as certificadoras do produto orgânico. “Para que entendam o processo de certificação e seus critérios, os colocamos em contato com as empresas certificadoras e ainda com quem vai comprar para que tivessem ideia do grau de exigência para entrar neste mercado como fornecedor”, explica o consultor Di Camilo.

 

O prefeito de Glória de Dourados, Arciano Junior, ressalta que hoje a agricultura familiar e agroecologia muitas vezes não conseguem colocar seu produto no mercado por falta de inspeção e selo que de um respaldo de origem deste produto.

 

“Esta é uma oportunidade de mostrar que a agricultura familiar produz um alimento mais saudável”, avalia o produtor rural Antonio Paulo Ribeiro, de Dourados. “O projeto tem sido muito bom, pudemos conhecer produtores de outros estados que há mais de 10 anos estão na atividade e nos deram uma aula, participamos de feiras, dia de campo, mas o mais importante foi sentar e trocar experiências entre nós, fortaleceu o grupo imensamente”.

 

Até 2010, a expectativa do projeto, segundo a gerente da Regional Sul do Sebrae, Neire Colman, é elevar em 15% a renda dos produtores participantes, consolidar novos canais de comercialização, aumentar em 15% o número de pessoas ocupadas na atividade. Aumentar em 15% a criação de novos negócios ligados a cadeia de produtos agroalimentares. Para melhorar este acesso a mercado já foram criados rótulos e embalagens para alguns produtos.

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