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Fátima do Sul, 28 de Maio de 2017
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16 de Maio de 2017 08h08

Suspeito de desvio de dinheiro em contrato de R$ 15 milhões aparece

Jodascil da Silva Lopes estava foragido desde quinta-feira

Correio do Estado
Policiais federais fazem buscas na Secretaria de Estado de Educação, onde Jodascil da Silva Lopes trabalhou - Álvaro Rezende/ Correio do EstadoPoliciais federais fazem buscas na Secretaria de Estado de Educação, onde Jodascil da Silva Lopes trabalhou - Álvaro Rezende/ Correio do Estado

O último investigado na 3ª fase da Operação Lama Asfáltica que estava foragido apresentou-se hoje na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande. Jodascil da Silva Lopes, 51 anos, tinha mandado de prisão preventiva expedido pela juíza federal substituta Monique Marchioli Leite, da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Agentes foram atrás do investigado na quinta-feira (11), quando foi deflagrada a Máquinas de Lama. Ele é apontado por suspeita de crime de peculato (desvio de dinheiro público por servidor) na contratação da gráfica Alvorada, em 2014. Ele trabalhou como coordenador de administração e apoio escolar da Secretaria de Estado de Educação (SED).

Depois de se apresentar, ele foi ouvido e ficará preso em custódia preventiva. Jodascil ainda é apontado por atuar como possível arrecadador de propina paga pela Águas Guariroba em procedimento de aquisição de milhares de livros do filho do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

Os valores envolvidos nessa apuração ultrapassam os R$ 15 milhões com relação ao contrato com a gráfica Alvorada, e outros R$ 326 mil referentes a compra de livros jurídicos pela concessionária Águas Guariroba.

Parte da família do investigado também foi alvo da Polícia Federal. A mulher de Jodascil, Maria Aparecida Gonçalves Lopes, foi conduzida à Superintendência da PF na Capital em cumprimento a mandado de condução coercitiva.

PRISÕES

A Justiça Federal também acatou os pedidos de prisão preventiva do ex-secretário-adjunto de Fazenda da administração de André Puccinelli no Governo do Estado, André Luiz Cance; e de Mirched Jafar Junior, proprietário da gráfica Alvorada.

A defesa de Cance já entrou no Tribunal Regional Federal da 3ª Região com pedido de habeas corpus para tentar libertá-lo. O processo ainda não foi analisado.

Quem não foi preso, mas está com uso de tornozeleira eletrônica para ser monitorado é o ex-governador André Puccinelli. Há prazo até hoje para que pague R$ 1 milhão em fiança para não ir para cadeia. A defesa dele, feita pelo advogado Renê Siufi, tenta alongar esse prazo do pagamento.

O ex-governador teve os bens bloqueados por conta da Operação Lama Asfáltica no ano passado. Ele alega não ter dinheiro para pagar por conta dessa determinação.

LAMA ASFÁLTICA

Polícia Federal, Controladoria Geral da União e Receita Federal deflagraram, na quinta-feira (11), a quarta fase da Operação Lama Asfáltica - Máquinas de Lama.

Objetivo da ação policial foi desarticular organização criminosa que desviou recursos públicos com direcionamento de licitações, superfaturamento de obras, aquisição falsas ou ilícita de produtos e corrupção de servidores.

A estimativa é de que o prejuízo causado aos cofres públicos seja de aproximadamente R$ 150 milhões.

Esta nova fase da investigação resulta da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores. De acordo com a polícia, são evidentes as provas de desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e o uso de documentos falsos que justificavam a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.

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