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Narcotráfico e exploração sexual

Frio, chefe de quadrilha mostra sem remorso onde enterrava suas vítimas

18 Nov 2016 - 17h06Por Campo Grande News

Sem demonstrar arrependimento ou aflição, o homem que, segundo a polícia, enterrava suas vítimas de cabeça para baixo, agora indica a localização de cada cova, nesta espécie de “cemitério particular” criado por ele em área de mata do Jardim Veraneio, em Campo Grande.

De quinta (17) para esta sexta-feira (18), Luiz Alves Martins Filho, “o Nando”, 49 anos, apontado como chefe de um esquema de tráfico de drogas, que também envolvia exploração sexual de viciados, já mostrou à polícia onde estavam enterradas três de suas vítimas.

A polícia procura, pelo menos, mais sete mortos. Mas, o que de fato chamou a atenção dos policiais, é a frieza e crueldade com que o suspeito, que antes negava todas as acusações, agora conta seus crimes.

Conforme fonte ligada à investigação revelou ao Campo Grande News, Nando não aparenta arrependimento em nenhum momento. Ele não se lembra com detalhes de cada crime, mas das vítimas que indicou as covas, diz se recordar das idades aproximadas.

O Campo Grande News acompanhou uma das buscas. Na sombra de uma árvore, o assassino confesso aponta a cova de cada uma de suas vítimas, pede água quando sente cede, depois descansa tranquilo dentro da viatura.

Mostrando tranquilidade, o homem indica a região onde depositou os cadáveres, de adolescentes e adultos, mortos no período de quatro anos. Um total de três, em menos de 24 horas.

Na quinta-feira passada (10), dia em que Luiz foi preso, a polícia encontrou na casa dele, na Rua Euphrazina Vilela Cabral, um revólver calibre 38 com seis munições e ferramentas como pá, enxada e facão.

O suspeito disse sem pestanejar que guardava as ferramentas em casa porque trabalhava como jardineiro. Quanto à arma, justificou que havia comprado um dia antes, de um desconhecido, para se proteger, pois estava recebendo ameaças de desafetos que moram no bairro.

Exploração - Luiz, junto com os comparsas, comandava o esquema de tráfico de drogas e de exploração sexual na região do Jardim Veraneio. Eles aliciavam adolescentes e jovens dependentes químicos para vender droga e se prostituir a troco de pasta base de cocaína.

As vítimas desapareciam quando queriam deixar o esquema ou se desentendiam com algum integrante do grupo. As investigações seguem e mais pessoas podem estar envolvidas com a quadrilha.

Audiência – O "chefão" passou por audiência de custódia no dia 11 e continua preso temporariamente na Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos). O Campo Grande News tentou falar com a delegada Aline Gonçalves Sinnott, responsável pela investigação, mas não conseguiu.

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