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9 de fevereiro de 2018 07h26

Douradense diz ter maior projeto ambiental do país: “Me chamaram de doido”

Garrafas, tubos de televisão, parabrisas, entre outros itens que iriam para o lixo são 100% reaproveitados e transformados

Dourados News
Imagem: Gizele AlmeidaImagem: Gizele Almeida

Décadas de trabalho com vidro em Dourados e a percepção de que na cidade existe dificuldade no descarte do material fizeram o  empresário Luiz Mario Catelann, 57, se dedicar a um projeto ambiental inovador. Garrafas, tubos de televisão, parabrisas, entre outros itens que iriam para o lixo são 100% reaproveitados e transformados em revestimento de vidro para decoração nas paredes.

Além deste material que é o “carro chefe” do projeto denominado Eco Vidros, as garrafas e os outros itens também viram composição de tinta usada para demarcação de rodovias e são usadas em material de limpeza de inox e ferragem.

Luiz Mario afirma que sempre procurou descartar os restos de vidro usado pelo seu comércio corretamente e após anúncio de uma certa empresa que recebia o material para trabalhar com reciclagem, procurou a mesma, no entanto, não identificou um trabalho correto e com foco sustentável.

Foi então que ele conta que começou a “perder o sono” em busca de uma ação para “transformar”. Tanto tempo na área, ele cita que o fez notar que a reciclagem de vidro em Dourados e também em todo o país é praticamente inexistente, sendo esse um dos produtos jogados ao solo que leva mais tempo para se decompor.

“Existe muita dificuldade para se trabalhar com o descarte de vidro e nosso meio ambiente sofre com isso. Na nossa cidade mesmo é possível notar que em canteiros existem garrafas, e que, mesmo que a população queira dar um destino correto não existe uma estrutura para recebimento e outros encaminhamentos”, pontua.

Ele lembra que os empresários do ramo de bebida, por exemplo, não se empenham no reverso, pois os custos para transporte, mão de obra, higienização, esterilização, não os animam para isso. 

Com algumas ideias em mente, o empresário procurou um ferro velho para buscar algum maquinário para trabalhar em seus planos. Ele então adaptou uma máquina de triturar para que a mesma deixasse o vidro na textura que ele precisava, ou seja, em “pó”.

As cores foram formatadas com a separação das garrafas. Verde “Heineken”, marrom, vermelho, azul e até cores mistas como o dourado, foram possíveis, sem outras misturas de componentes.

Quando ele começou a buscar parcerias para dar continuidade ao projeto, ele conta que muitos chamaram ele de “doido”. Diz ainda que ouviu “nãos”, até que chegou a um parceiro para elaborar uma base concentrada para o revestimento de vidro e um engenheiro ambiental.

“Foi então que tudo começou a ter forma realmente, e quando vi a primeira ‘leva’ do produto e que foi comprada por uma aposentada que aplicou em sua residência, eu  chorei de emoção”, conta.

Destaques para os fatores de que o produto além de ser ‘sustentável’ é impermeável, não desbota e tem mais brilho, são apontados com orgulho por seu inventor.

Antes armazenadas em um banheiro, atualmente as máquinas equipadas pelo empresário estão em um barracão alugado junto a toneladas de vidros. O Dourados News esteve no local e conheceu o projeto que deve “rodar” em totalidade a partir da próxima semana. 

“Meu objetivo é expandir o revestimento com vidro, fomentar empregos, trabalhar com os catadores que hoje não notam muito retorno em catar vidros, enfim, é possível tirar muito lixo da natureza e transformá-lo em matéria prima, eu acredito que tenho o maior projeto ambiental de reciclagem do Brasil”, finaliza. 

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