Menu
SADER_FULL
sábado, 21 de julho de 2018
SADER_FULL
Busca
DR. SHAPE
Uma reflexão profuncioário

Uma reflexão profuncionário, com José do Carmo da Silva

2 Out 2013 - 11h32Por Da Redação

Uma reflexão profuncioário - A propósito da Palestra para tutores e alunos em Glória de Dourados - MS

 Toda estrutura só funciona realmente e com êxito quando todos estão envolvidos no processo de fazê-la funcionar. Toda estrutura é um corpo. E todo corpo é composto por órgãos, peças, partes. Cada, órgão, peça, parte é necessária para o bom funcionamento do organismo, da estrutura, do corpo, da instituição. Não desejo falar de religião, mas não posso nesta introdução abrir mão da perfeita analogia paulina. O Apostolo Paulo tendo consciência da importância de cada parte para o bom funcionamento do todo, usou o corpo humano para exemplificar a importância de cada órgão.  Escrevendo aos cristãos de Corinto ele declara:

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.”  - 1 Coríntios 12:13-21

Quero usar o raciocínio paulino para falar da funcionalidade de outra estrutura, a escola. E ao falar de escola, falo de educação.  Quase sempre quando pensamos em escola e educação, de inicio, ao menos três figuras nos vêm à mente: o professor, o diretor, o aluno.  Quase sempre nos esquecemos que a escola e o processo educacional são maquinas complexas, e que por ser complexas não funcionam somente com e por causa de três componentes. Há mais gente por trás, nos bastidores. Pessoas essenciais para a boa funcionalidade do processo educacional e que muitas vezes passam despercebidas.  Falo dos/as funcionários/as, pessoas as quais, como o nome diz são: “funcionários”, pois sem eles o sistema não funciona, ele trava, enferruja...

Estamos interligados, a estrutura social só se mantém e se move pelo fato de que cada pessoa executa sua função. Isso me lembra a canção: “O Dia em que a Terra Parou” – do compositor e cantor Raul Seixas.  Uma das estrofes diz:

E nas Igrejas nem um sino a badalar

Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá

E os fiéis não saíram pra rezar

Pois sabiam que o padre também não tava lá

E o aluno não saiu para estudar

Pois sabia o professor também não tava lá

A letra acima, eu acrescentaria:

Os professores não saíram para lecionar.

Pois sabiam que os funcionários também não tava lá.

E os funcionários decidiram não irem lá

Pois sabia de sua importância e que podiam o sistema travar.

Sobre a importância do funcionário voltarei a falar no final.

Em março do corrente ano, juntamente com o Luiz Thomaz de Aquino Jr., Guilherme Alexandre, Rafael Oliveira, Lourival Geremias e Paulo Cesar Pires, iniciei uma especialização em Filosofia, Sociologia e Religião. Duas vezes ao mês, dois finais de semana, vamos a Campo Grande para as aulas na Fathel – Faculdade Theológica. A cada aula somos provocados a fazer a diferença no sistema. A sermos pulsantes intermitências que aqui e ali apontam para um mundo melhor, uma sociedade mais humana, justa equitativamente.  Cada aula é um processo de crescimento, vemos o mundo como ele é, e somos desafiados a transformá-lo por meio do pensar e agir, desconstruir e reconstruir. Toda vez que retornamos para Fátima do Sul, na viagem e depois conversamos sobre como colocar em prática o que aprendemos e apreendemos.  As cabeças giram e os corações pulsam movidos pelo pensar. Pensar em como contribuir com a melhoria da sociedade. A pergunta que não quer calar em nossos corações é: Como podemos interferir no sistema, o qual se apresenta:  desumano, excludente  e alienante.  As portas foram se abrindo, as oportunidades foram surgindo, e nós estamos entrando e aproveitando elas. 

No sábado, dia 28 de setembro, fomos convidados a dar uma palestra para educando e educadores, dentro do programa “profuncionário” – Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação. A palestra focou os tempos históricos e os processos pelos quais a educação passou.

1.            Educação construída pelos padres da Companhia de Jesus – os Jesuítas. – José do Carmo da Silva.

2.            A família real portuguesa e a educação das elites. – Lourival Geremias de Oliveira.

3.            A república dos coronéis e as pressões populares pela educação escola. – Luíz Thomaz de Aquino Jr.

4.            O golpe militar e a educação pública. – Rafael Oliveira dos Santos.

5.          Redemocratização: cidadãos e consumidores. – Guilherme Alexandre.

Foi impactante, a participação dos docentes e discentes, que lotaram o auditório da UEMS (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul), em Glória de Dourados. Usando canções populares que retratam a esperança e ação em prol de uma sociedade melhor, vídeos e um violão, intermitentemente pulsamos dentro do sistema, tendo em vista a mudança dele. A tônica da palestra era desafiar os presentes a pensar, se valorizar, agir e interagir no processo educativo. Pensar a valorização daqueles/as que estão na engrenagem do sistema educacional, mas quase não aparecem. Levá-los ao entendimento de que só existe escola funcionando pelo fato de que há funcionários, pois para além dos professores/as, diretores/as (tutores/as e alunos/as) existem vidas pulsantes e pensantes. Pessoas muitas vezes anônimas, mas que são  mestres e mestras na vida cotidiana, homens e mulheres que se fizeram presentes na palestra realizada por nós, pós-graduando em Filosofia, Sociologia e Religião na Fathel - Faculdade Theológica em Campo Grande – MS.

Na construção de uma sociedade melhor, sigamos, caminhando, pensando e cantando. Questionando a razão de as coisas serem como são. Sim, vamos embora. Que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora. Não espera acontecer. E sabendo, intermitentemente faremos o sistema tremer.

Reverendo José do Carmo da Silva – pastor local

IMEFAS - Igreja Metodista em Fátima do Sul.

Deixe seu Comentário

Leia Também

PREMIO MS
Inscrições para o prêmio de Gestão Pública terminam dia 30 de julho
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Fórum de Itaporã abre inscrições para processo seletivo de Estágio
DOURADOS - UNIPAR EAD
Graduação a Distância em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Unipar EAD em Dourados
FATIMA DO SUL - CONCURSO PUBLICO
Aprovados em concurso da Prefeitura de Fátima do Sul são convocados para Provas de Títulos
AGORA EM DOURADOS - MS
UNIPAR EAD com cursos de Educação Física, Letras, Marketing e mais 22 cursos, Confira todos aqui
ENSINO BÁSICO
Lei estadual estende até 2019 os mandatos de diretores de escolas
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Prefeitura de Laguna Carapã abre concurso com 96 vagas e salários de até R$ 4,1 mil
POLITICA
Eleições 1978: A primeira para o parlamento Sul-Mato-Grossense
DOURADOS - UNIPAR EAD
Pós-graduação em Gestão de Agronegócios agora na Unipar EAD em Dourados
EDUCAÇÃO - FIES - INSCRIÇÕES
Fies abre inscrições nesta segunda com 155 mil vagas para 2º semestre