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25 de Outubro de 2004 16h00

Risco Brasil e petróleo pressionam e dólar fecha em alta

O dólar encerrou em alta de 0,45 por cento nesta segunda-feira, vendido a 2,884 reais, pressionado pela subida do risco-país e pelas preocupações com o alto preço do petróleo.

Segundo analistas, apesar do pequeno declínio no preço do petróleo nesta sessão, ele permanece elevado e traz as preocupações sobre um possível desaquecimento global.

Após atingir recorde de 55,67 dólares o barril durante a negociação eletrônica pela manhã, o petróleo para dezembro em Nova York encerrou em queda de 0,63 dólar, negociado a 54,54 dólares o barril.

"O mercado entendeu que há os soluços e depois ele cai por ajuste, isso não muda a visão do mercado de que o petróelo está estressado", explicou Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prósper, no Rio de Janeiro.

A preocupação com o petróleo abateu o mercado acionário externo e o mercado de dívida, e o efeito dessa piora refletiu no mau humor do câmbio, disse o analista. Na maior cotação do dia, o dólar chegou a 2,890 reais.

O risco Brasil, medido pelo banco JP Morgan, superou 500 pontos-básicos acima dos títulos do Tesouro norte-americano na sessão --maior patamar desde setembro. A queda foi motivada pela maior procura por Treasuries devido às preocupações do impacto do petróleo nos mercados emergentes, disseram analistas.

"A alta do câmbio é reflexo do cenário internacional já que o cenário interno não é dos piores", concluiu Knauer, destacando também o declínio das bolsas de valores européias.

Para Tarcísio Rodrigues, gerente de câmbio do Banco Paulista, a desvalorização do real também demonstra as expectativas em torno da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, quando a taxa básica de juro subiu para 16,75 por cento.

"O dólar subiu muito em cima da expectativa da ata do Copom. O mercado está preocupado em ver até que ponto o Banco Central vai agir de forma independente", afirmou o analista.

O gerente destacou ainda que o volume mais equilibrado no fluxo de negócios permitiu que a divisa norte-americana sofresse mais pressão.

 

Reuters

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