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Pílula abortiva mata adolescente nos Estados Unidos

16 Nov 2004 - 16h15
O pai de uma adolescente que morreu depois de tomar uma pílula abortiva afirmou que as novas advertências do governo norte-americano não são suficientes para proteger as mulheres. Devido a uma terceira morte causada pelo RU-486, a FDA (agência governamental norte-americana que regula e fiscaliza a fabricação de comestíveis, medicamentos e cosméticos) deveria barrar as vendas deste medicamento, disse o lutuoso pai.
“Quantas mortes terão que acontecer para que a FDA tome uma atitude e remova esta medicação do mercado?”, indagou Monty Patterson, 51, de Livermore, Califórnia.
Sua filha de 18 anos, Holly, morreu em 17 de setembro de 2003 por causa de uma infecção causada pela inflamação do útero. A adolescente tomou o RU-486 em 10 de setembro a fim de encerrar uma gravidez não-planejada, disse Patterson.
Pelo menos duas outras mulheres que tomaram a pílula nos Estados Unidos morreram, apesar de a FDA afirmar que as causas das mortes não estão claramente relacionadas ao uso do medicamento.
Depois da morte de sua filha, Patterson começou a intermediar ações a favor de mudanças nos rótulos do medicamento, a fim de evitar outra tragédia. Na segunda feira ele recebeu um telefonema de cortesia da FDA alertando para novas advertências que ligavam o RU-486 ao risco de infecções bacterianas. Ele não sabia nada sobre a terceira morte até checar o web site da agência.
Ativistas anti-abortos se agarraram à morte de Holly Patterson em sua campanha contra o produto do laboratórios Danco, o Mifeprex.
A FDA aprovou o Mifeprex em 2000 para que este cessasse a gravidez em até 49 dias depois do começo do último ciclo menstrual. A droga bloqueia a progesterona, um hormônio necessário para a sustentação de uma gravidez. Quando tomado com outro medicamento, o misoprostol, o Mifeprex elimina a gravidez.
Sérias infecções bacterianas devem ter ocorrido silenciosamente, sem os sinais típicos de infecções, como a febre ou dores de cabeça, advertem os anúncios. Os rótulos modificados também advertem aos provedores de assistência sanitária que sangramentos fortes e prolongados podem justificar intervenções cirúrgicas.
De acordo com os laboratórios Danco, 360.000 mulheres norte-americanas usaram o medicamento desde que fora aprovado pela FDA. Em carta enviada a profissionais da saúde, em 12 de novembro, a empresa confirmou a segurança e a eficácia do remédio.
 
Cone Sul News

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