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Fátima do Sul, 21 de Outubro de 2017
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27 de Julho de 2004 07h59

Nova tecnologia permite uso de celular em aviões

Os aviões constituem hoje um dos poucos lugares em que as pessoas estão livres do toque de um telefone celular. Mas isso pode estar mudando.

No começo do mês, a American Airlines apresentou um novo sistema para permitir o uso de celulares durante o vôo. A fábrica de aviões Airbus está desenvolvendo uma tecnologia própria com o mesmo objetivo.

Hoje em dia já existem algumas empresas aéreas que permitem o acesso à internet para quem viaja com seu laptop e dispõe de conexão sem fio à rede. Mas outras empresas proíbem até mesmo que os passageiros joguem uma partida de gameboy.

As regras para uso de equipamentos eletrônicos a bordo de aviões são notoriamente complexas e contraditórias e variam de país a país.

No Reino Unido, por exemplo, a maioria das empresas aéreas veta o uso de celulares durante todo o tempo em que o passageiro estiver no avião, embora algumas tenham relaxado a regra se há um atraso prolongado na decolagem.

Há dois motivos para isso. Em primeiro lugar, as ondas de rádio emitidas pelos telefones celulares podem afetar os sistemas de comunicação usados pelos pilotos ou derrubar os sistemas de controle do avião.

Mas, nos Estados Unidos, os passageiros estão tendo maior margem de manobra desde que várias empresas aéreas permitiram o uso dos celulares enquanto o avião estiver manobrando no aeroporto.

CD não pode

Outros aparelhos eletrônicos, como laptops, toca-MP3, palm tops e videogames de bolso, em geral, são permitidos enquanto o avião não está nem decolando nem pousando.

Mas há casos particulares --como o da irlandesa Aer Lingus, que proíbe o uso de CD-players, mas libera o de laptops, mesmo que eles tenham um CD-player embutido. (A empresa está mudando estas normas.)

Novas tecnologia de acesso sem fio à internet, como Bluetooth e Wi-fi, só ajudam a tornar a situação ainda mais complicada.

As diferenças nas regras se devem ao fato de que as empresas aéreas elaboram suas próprias normas com base em diretrizes vigentes em cada país.

Mas alguns passageiros não se convencem da propriedade das regras e têm destacado essa falta de consistência para argumentar que as empresas estão se baseando mais em palpites do que em ciência de verdade.

Nos Estados Unidos, uma equipe de especialistas em aviação têm tentado elaborar uma política mais coerente.

Ainda neste ano espera-se que eles recomendem novas regras que, de acordo com Dave Carson, da Boeing, um dos membros da equipe, poderia viabilizar a implantação de sistemas de telefonia celular dentro dos aviões, assim como mais modalidades de acesso sem fio à internet.

Discussão

Mas em que medida os telefones celulares e outros equipamentos realmente ameaçam a segurança de uma aeronave?

Este é um tema que ainda gera muita discussão.

Afinal de contas, em qualquer vôo sempre há um punhado de passageiros que simplesmente esquece de desligar seus celulares. Apesar disso, no ano passado, o órgão que regula a área de segurança aérea nos Estados Unidos disse que nenhum acidente até o momento foi causado pela interferência de equipamentos eletrônicos a bordo do avião.

Por outro lado, uma pesquisa publicada no ano passado pela Autoridade Britânica de Aviação Civil concluiu que os sinais recebidos por telefones celulares afetavam os sistemas de navegação dos aviões.

A entidade afirma que já registrou alguns incidentes com telefones celulares interferindo com os sistemas de comando de aeronaves.

Todos os equipamentos eletrônicos emitem radiação eletromagnética. Alguns, como os telefones celulares, fazem isso de forma intencional a fim de atingir uma estação-base. Outros, como CD players, lançam radiação de forma não-intencional e têm baixos níveis de emissão.

Quando dois aparelhos estão próximo um do outro, o pulsos eletrônicos podem causar interferência mútua e, teoricamente, mau funcionamento.

Bebê

O potencial para este tipo de coisa foi ilustrado no ano passado, quando pilotos voando sobre o aeroporto de Luton, perto de Londres, captaram os sons de um bebê chorando enquanto tentavam fazer comunicação com as torres de controle.

Posteriormente foi descoberto que o problema se deveu a uma babá eletrônica adaptada encontrada em uma casa nas proximidades.

Tecnologias modernas têm tornado o problema mais grave. Equipamentos digitais, como CD players, emitem mais radiação que os velhos aparelhos de som, enquanto os aviões mais avançados substituíram instrumentos hidráulicos por microchips.

Além disso, empresas de telefonia celular dizem que o uso de celulares nos aviões pode atrapalhar o funcionamento de suas redes terrestres, já que as antenas não suportam o trabalho exigido pela transmissão de um sinal emitido por um telefone que está viajando a 800 km/h.

Mas a idéia de que um laptop pode, inadvertidamente, derrubar um avião é improvável, afirma Peer Kerry, que dirige um painel de especialistas internacionais sobre interferência de ondas de rádio.

"Na verdade, parece haver muito pouco problema", diz Kerry.

"As empresas aéreas precisam ser supercuidadosas, mas isso não é ruim. Não importando se o risco é grande ou pequeno, ninguém quer ser responsável pela queda de um avião."
 
 
Folha Online
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