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24 de junho de 2010 13h50

No Senado, Valter Pereira repudia ataque ao Midiamax

Diário MS
O senador Valter Pereira, do PMDB, mesmo partido das principais autoridades políticas de Mato Grosso do Sul, como o governador André Puccinelli, o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos e do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, comentou hoje, em pronunciamento no Senado, o misterioso e fraudulento ataque que tirou o Midiamax do ar na semana passada.
Em sua fala, que durou cerca de 15 minutos, o parlamentar prometeu “acompanhar atentamente o caso”, e cobrar do Ministério da Justiça e da Polícia Federal “uma profunda investigação”, para descobrir “aqueles que estão por trás desse ato criminoso, não só contra o Midiamax, mas contra a imprensa brasileira”.
Valter Pereira iniciou seu discurso citando as censuras à imprensa impostas em países como Coréia do Norte, China e Venezuela. “Os inimigos da livre circulação das ideias e da informação passam a usar as armas da pirataria que são manejadas hoje por hackers, verdadeiros criminosos, invisíveis e destrutíveis”, narrou o senador.
A partir daí, o parlamentar detalhou o episódio sofrido pelo Midiamax. “E foi exatamente isso o que aconteceu recentemente com um dos maiores portais de noticias de toda a região centro-oeste, a Midiamax ou Midiamaxnews, sediada em Campo Grande. Delinquentes do cyberespaço perpetraram um duro ataque a ele e o tiraram do ar por quase uma semana”.
Na sequência, o senador revelou no discurso que os técnicos dos datacenters do Rio de Janeiro e de Nova Iorque, provedores do serviço de Internet ao Midiamax, descobriram, assim que site foi tirado do ar, que os conteúdos originais do jornal haviam sido apagados
Valter Pereira relembrou ainda que a direção do Midiamax pediu a abertura de investigação a Polícia Federal do Rio de Janeiro e que o crime contra o jornal foi manifestado pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), órgão que disse ter ficado “perplexo” com o episódio.
O senador disse que agora é uma temeridade apontar o possível criminoso. “Não se pode sair acusando ninguém sem provas, mas, quando se trata de fraudes, sempre cabe a pergunta latina “Cui prodest? [quem, o quê, quando, como e por quê]”.
Logo adiante, o parlamentar arrematou: “a verdade é que estamos em pleno ano de eleições e essa circunstância fatalmente semeia as mais díspares suspeitas. E elas se agravam na medida que o referido órgão de comunicação suscita questões polêmicas que contrariam grandes interesses políticos e econômicos”.
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